
Fim da escala 6×1: Senado faz hoje segunda sessão para discutir proposta
Texto precisa de 49 votos em duas votações e, se for aprovado sem mudanças, é promulgado
Petrobras, PRIO, a norueguesa Equinor e um consórcio de empresas chinesas foram os vencedores. Investimentos previstos alcançam R$ 778,4 milhões

Sete dos 13 blocos oferecidos nesta quarta-feira no 4º ciclo da Oferta Permanente de Partilha foram arrematados, em um leilão sem disputa entre as empresas. Petrobras, PRIO e Equinor levaram duas áreas cada, e um consórcio de empresas chinesas levou um bloco. Apesar das ofertas únicas, o ágio chegou a 494,64%.
De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, o bônus de assinatura somou R$ 530,4 milhões. Os investimentos previstos alcançam R$ 778,4 milhões durante os sete anos da fase de exploração.
Bacia de Campos
Bacia de Santos
Na abertura do leilão, Renato Dutra, secretário Nacional de Petróleo do Ministério de Minas e Energia (MME), disse que o governo, após as descobertas na Margem Equatorial, quer avançar sobre novas fronteiras, como a Bacia de Pelotas, no litoral do Rio Grande do Sul.
A atual gestão também pretende estimular a exploração de petróleo e gás em terra por meio de técnicas não convencionais, como o fraturamento hidráulico, conhecido como fracking.
Para Luiz Fernando Paroli, presidente da PPSA, o resultado do leilão foi positivo, mas a limitação de capital e de capacidade operacional faz com que as empresas precisem escolher quais áreas disputar.
— O leilão foi positivo. Nunca aconteceu de saírem sete áreas no mesmo leilão para partilha. E os ágios foram muito bons, então a nossa avaliação é que foi um grande sucesso. Como o capital e a operação são finitos, é difícil que cada empresa compre três, cinco áreas, pois fazer isso tudo ao mesmo tempo é complexo. O capital é sempre finito e as empresas têm que fazer escolhas.
Segundo Leticia Andrade, vice-presidente de Gestão de Ativos da Equinor no Brasil, a estratégia foi ver o alinhamento dos riscos geológicos e comerciais das áreas. Para ela, foi considerada uma estratégia única para cada oportunidade.
— Rodocrosita é próxima ao Campo de Bacalhau, onde a gente já produz. Então, é uma área que a gente já conhece ou está conhecendo cada vez mais, conforme a produção do campo vai avançando. Existe sempre uma possibilidade de potencial sinergia. Já Rubi tem possibilidade de ser um desenvolvimento independente.
Nicole Oliveira, diretora executiva da Arayara, criticou o leilão realizado pela ANP. Ela alerta que a área do pré-sal já é degradada pela exploração do petróleo. Ela prevê novos impactos ambientais na região:
— Os blocos que existem hoje já têm um impacto muito grande na região. Os que foram adquiridos têm impacto na biodiversidade marinha, pois estão alocados na rota migratória das baleias Jubarte. Além disso, há impactos em outras espécies e em áreas de preservação marinha.
Nicole defende que não sejam leiloados blocos antes de fazer a análise de impacto global de todas as áreas. O Instituto Ayara entrou com ação na Justiça para barrar o leilão e conseguiu a retirada de algumas áreas do certame, sob alegação de que havia sobreposição com territórios indígenas.
BS20261007133258.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/10/07/leilao-do-pre-sal-termina-sem-concorrencia-e-arremata-sete-de-13-areas-agio-chega-a-494percent.ghtml

Texto precisa de 49 votos em duas votações e, se for aprovado sem mudanças, é promulgado

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