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Ator neozelandês morreu na Austrália após anunciar recentemente remissão da doença

O ator neozelandês Sam Neill, conhecido mundialmente por interpretar o paleontólogo Alan Grant na franquia Jurassic Park, morreu nesta segunda-feira (13), em Sydney, na Austrália. A informação foi confirmada pela família em um comunicado publicado nas redes sociais. Recentemente, o artista havia anunciado que estava em remissão de um câncer após cinco anos de tratamento.
“É com imensa tristeza que a família de Sam Neill comunica seu falecimento”, diz a nota. Segundo o comunicado, o ator morreu cercado pelos familiares. “Sam estava cercado por seus familiares e partiu com a dignidade que marcou toda a sua vida. A perda foi repentina e inesperada, mas houve o conforto de saber que Sam permaneceu livre do câncer”.
Em 2022, Neill foi diagnosticado com linfoma não Hodgkin, um tipo de câncer que afeta as células, vasos e órgãos do sistema linfático, parte do sistema imunológico. No fim de semana, em entrevista ao Canal 7 da Austrália, Neill contou que conviveu com a doença por cinco anos e que a quimioterapia havia deixado de surtir efeito.
— Eu estava desorientado e parecia que estava de saída, o que obviamente não era o ideal — relatou.
O ator explicou que entrou em remissão após passar por uma terapia celular do tipo CAR-T, que modifica, em laboratório, células do sistema imunológico do próprio paciente para combater o câncer. — Acabei de fazer uma tomografia e não tenho câncer. É algo extraordinário — afirmou na entrevista.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são mais de 20 tipos diferentes de linfoma não-Hodgkin. Mas os dois subtipos mais comuns são: difuso de grandes células B (linfoma agressivo) e folicular (linfoma indolente). Eles podem acometer crianças, adolescentes e adultos. Porém, é mais comum durante o envelhecimento.
Os linfomas não-Hodgkin apresentam diversos sintomas, que variam de acordo com o tipo específico de linfoma, do estágio da doença e da localização dos linfonodos afetados. Os listados pelo INCA como mais importantes são:
Aumento dos gânglios linfáticos: É um dos sintomas mais comuns dos linfomas não-Hodgkin. Pode ocorrer o aumento de linfonodos em várias regiões do corpo, como pescoço, axilas, virilha, abdômen ou região mediastinal (no tórax);
Sudorese noturna: Suor durante a noite em excesso, especialmente durante o sono, podem ser intensos o suficiente para encharcar roupas e lençóis;
Perda de peso inexplicada: Perda de peso significativa e não intencional, geralmente de mais de 10% do peso corporal total em um período de seis meses;
Fadiga e fraqueza: Sensação de cansaço extremo e falta de energia, mesmo com atividades leves;
Febre: A febre pode ser intermitente ou persistente, sem uma causa aparente;
Coceira na pele: Ainda que não apresente erupções cutâneas visíveis, pode ser um sintoma;
Sintomas respiratórios: Tosse persistente, falta de ar, dor no peito ou respiração ofegante podem ocorrer quando os linfonodos no mediastino ou pulmões estão envolvidos;
Sintomas gastrointestinais: Aumento do volume abdominal, dor abdominal, náuseas, vômitos ou alterações nos hábitos intestinais.
O diagnóstico de linfoma não Hodgkin geralmente pede uma variedade de exames e testes para confirmar a presença da doença e determinar o tipo específico de linfoma. Os principais métodos são exames físicos e histórico médico, exames de sangue, biópsia de gânglio linfático e exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética.
O tratamento para linfomas não Hodgkin pode variar consideravelmente com base no seu tipo específico, estágio da doença, idade do paciente e saúde como um todo. Geralmente, o tratamento pode envolver uma combinação de terapias, incluindo quimioterapia, CAR-T, radioterapia e imunoterapia.
BS20260713131217.1 – https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/07/13/linfoma-nao-hodgkin-entenda-o-cancer-de-sam-neill.ghtml

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