
TSE recebe observadores internacionais para acompanhar integridade das eleições
Mais de 140 pessoas de sete organizações acompanham votação no domingo
Medida dispensa perícia do INSS para pagamento a mulheres que precisam deixar o trabalho por causa de violência doméstica; afastamento pode chegar a seis meses

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta quinta-feira um parecer que facilita o pagamento a mulheres que precisam se afastar do trabalho por serem vítimas de violência doméstica. A partir da medida, a decisão judicial que determinar o afastamento será suficiente para que o benefício seja concedido, sem a necessidade de a vítima passar por perícia do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Na prática, o parecer busca eliminar uma etapa que poderia atrasar ou até impedir o recebimento do dinheiro. Embora a Lei Maria da Penha já permita que uma mulher vítima de violência seja afastada de seu local de trabalho por até seis meses, havia dúvidas e entraves sobre como garantir sua renda durante esse período.
O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu, em julgamento concluído no ano passado, que mulheres obrigadas a deixar o trabalho por causa de violência doméstica têm direito a uma proteção financeira durante o afastamento. Para trabalhadoras com carteira assinada, os primeiros 15 dias devem ser pagos pelo empregador e, depois disso, o custo fica com o INSS. Para outras seguradas da Previdência, como contribuintes individuais, o benefício pode ser pago integralmente pelo instituto.
Mulheres não seguradas terão pagamento de natureza assistencial. Nesse caso, o pagamento será feito pelo estado, Distrito Federal ou município indicado pelo juiz.
A decisão do Supremo também estabeleceu que não há exigência de período mínimo de contribuição para ter acesso ao pagamento. Nos casos em que a vítima não for segurada da Previdência e ficar sem condições de garantir a própria subsistência, a proteção terá caráter assistencial e deverá ser custeada pelo poder público local.
Apesar desse entendimento, o pagamento pelo INSS não ocorria automaticamente. Segundo o material submetido ao governo, mulheres ainda precisavam passar por uma análise do instituto, que poderia incluir perícia e resultar na concessão ou na negativa do benefício. Em caso de rejeição, a vítima poderia ter de recorrer à Justiça para conseguir receber.
Com o parecer que será aprovado por Lula, a medida protetiva concedida pela Justiça passa a ser suficiente para comprovar a necessidade do afastamento e permitir o pagamento, sem nova avaliação médica pelo INSS. A orientação terá caráter vinculante para a administração pública federal depois de publicada, o que significa que órgãos como o INSS terão de seguir esse entendimento.
Após a publicação do parecer, o Ministério da Previdência Social e o INSS terão 15 dias para regulamentar esse tipo de pagamento, com garantia de atendimento prioritário e sigiloso às vítimas de violência, inclusive pelo Meu INSS.
A Lei Maria da Penha determina que o juiz pode assegurar à mulher em situação de violência doméstica a manutenção do vínculo de trabalho quando for necessário que ela deixe o local onde exerce suas atividades. O afastamento pode durar até seis meses. O objetivo é impedir que a vítima fique diante da escolha entre continuar frequentando um lugar conhecido pelo agressor ou perder a própria fonte de renda.
BS20261001141937.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/10/01/lula-assina-parecer-que-facilita-afastamento-remunerado-de-mulheres-vitimas-de-violencia.ghtml

Mais de 140 pessoas de sete organizações acompanham votação no domingo

Advogados do ex-chefe do Executivo apresentam novo pedido de revisão da condenação imposta pela trama golpista

Comando tentava fraudar sistemas de inteligência artificial da Corte

Solicitação foi encaminhada ao ministro Kassio Nunes Marques