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Hoje, são 56% os que rejeitam a gestão do governo federal, contra 41% que dizem aprová-la, segundo a Quaest
Em clima de campanha eleitoral e um dia após a pesquisa Genial/Quaest mostrar a quarta queda consecutiva na aprovação do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva promove um evento em Brasília para divulgar as ações lançadas pela gestão nos dois primeiros anos de mandato.
Logo no início do evento, foram exibidos números do governo, como a geração de empregos, além da exibição de vídeos com depoimentos de pessoas favoráveis ao governo. Em seguida, foram exibidos uma série de vídeos em tom de propaganda eleitoral para destacar programas como o Mais Médicos e o Bolsa Família. O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, demonstrou irritação com as falhas na exibição dos vídeos.
Usuários do programa Farmácia Popular subiriam ao palco para serem entrevistados sobre o programa. Uma outra entrevistada falou sobre o atendimento que recebeu do Samu após sofrer um acidente doméstico.
Uma das preocupações principais do ato era apresentar justificativas sobre a dificuldade encontradas no começo do terceiro mandato de Lula por causa da herança recebida de Jair Bolsonaro.
— Todo mundo sabe que reconstruir é difícil — disse a mestre de cerimônias logo na sua primeira fala.
Além do primeiro escalão do governo, o escalão tem a presença de lideranças parlamentares, além da sociedade civil.
Hoje, são 56% os que rejeitam a administração de Lula, contra 41% que dizem aprová-la. As taxas eram de 49% e 47%, respectivamente, na última pesquisa, em janeiro.
Algumas medidas específicas serão reforçadas ao público no evento, como o registro recorde de empregos, a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e o crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada.
Conforme o Globo mostrou, em seu terceiro mandato no Palácio do Planalto, Lula ainda não cumpriu importantes promessas de campanha feitas durante o período eleitoral de 2022, como tornar a picanha acessível e reorganizar o sistema penitenciário do país.
Confira promessas de campanha que não foram cumpridas pelo petista:
A promessa de Lula de baratear a picanha foi apresentada na campanha como símbolo do compromisso com a redução da inflação de alimentos.
— Esse país tem que voltar a crescer, tem que voltar a ser feliz, tem que voltar a gerar emprego. O povo, eu digo sempre, o povo tem que voltar a comer um churrasquinho, a comer uma picanha e tomar uma cervejinha — declarou em entrevista ao Jornal Nacional em 2022.
Contudo, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados pelo IBGE no início de janeiro, o preço da carne disparou 20,8% no ano passado, após ter tido uma queda de 9% em 2023, sendo a maior alta desde 2019.
Em abril de 2024, Lula afirmou que não esqueceu da promessa.
— Ou baixa o preço da comida ou sobe o salário do povo — disse, na época.
Em março deste ano, ele prometeu que a carne ficará mais barata e o brasileiro poderá “voltar a comer picanha”. No mesmo mês, o presidente anunciou um conjunto de medidas para tentar conter a alta dos preços dos alimentos. A principal linha de ação é zerar o imposto de importação sobre diferentes produtos. Entre elas, a carne.
Enquanto candidato em 2022, Lula afirmou que criaria um Ministério da Segurança Pública para melhorar, entre outros pontos, a formação dos policiais militares estaduais.
— Nós estamos propondo a criação do Ministério da Segurança Pública, sem que haja nenhuma intervenção da política do estado. O que nós queremos é aumentar a participação da União, sem interferir naquilo que é obrigação do estado hoje — disse, durante encontro com governadores.
A proposta nunca saiu do papel e o governo chegou a ser questionado sobre a separação da pasta da Justiça e Segurança Pública em 2023, diante da crise de segurança nos estados da Bahia e Rio de Janeiro. Na época, o então ministro da Justiça, Flávio Dino, argumentou que o tema já era central na atual configuração e que dividir o ministério prejudicaria o bom desempenho das ações de justiça e segurança.
O governo aposta as fichas na PEC da Segurança Pública para combater o crime organizado e auxiliar as forças estaduais. O texto, que foi reformulado pelo Ministério da Justiça após críticas dos governadores, teve nova versão aprovada na Casa Civil e aguarda o envio ao Congresso Nacional.
Lula também afirmou aos governadores em 2022 que reorganizaria o sistema penitenciário brasileiro, “separando presos por grau de periculosidade” com trabalho e educação para ressocialização, e que criaria universidades federais de segurança pública para qualificação dos profissionais da área. Nenhuma medida com essas finalidades foi lançada pelo governo até então.
A criação de uma nova estrutura para formulação de propostas ambientais, nomeada de Autoridade Climática, era uma promessa de campanha assumida pelo presidente no momento da adesão de Marina Silva à sua candidatura em 2022.
Ele voltou a falar sobre a criação da estrutura durante a onda das queimadas no segundo semestre do ano passado.
— Nosso foco precisa ser a adaptação e preparação para o enfrentamento desses fenômenos (riscos climáticos extremos). Para isso, vamos estabelecer uma autoridade climática e um comitê técnico-científico que dê suporte e articule a implementação das ações do governo federal — disse o presidente, durante encontro com prefeitos para anúncio de medidas de combate à seca no estado, em um trecho lido de sua fala.
A criação da estrutura está em discussão na Casa Civil desde o final do ano passado, e não tem prazo para ser colocada em prática.
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