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As alterações serão realizadas somente no turno vespertino. Durante a manhã os horários serão os habituais

Macaé Evaristo participou de reunião no Palácio do Planalto durante a tarde
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu a deputada estadual de Minas pelo PT Macaé Evaristo para assumir o Ministérios dos Direitos Humanos no lugar de Silvio Almeida, demitido na última sexta-feira após ser alvo de denúncias de assédio sexual.
Lula se reuniu com Macaé na tarde desta segunda-feira. Após a conversa, o presidente relatou a aliados que o martelo estava batido. A posse deve acontecer ainda esta semana.
A nova ministra se comprometeu com o presidente a não concorrer a um novo mandato de deputada estadual em 2026 e a ficar no cargo até o fim do mandato do presidente.
Em um primeiro momento, a exigência de Lula criou um impasse para a escolha de Macaé, já que Macaé planejava disputar um novo mandato de deputada estadual daqui a dois anos. Porém, na noite de domingo, a parlamentar petista reviu a sua posição e disse a aliados que aceitaria abrir mão de tentar renovar seu mandato para poder ser ministra.
Logo após a saída de Silvio Almeida, Lula disse a ministros do seu governo ter a intenção de escolher uma mulher negra para o Ministério dos Direitos Humanos, requisito que Macaé preenche. Uma pessoa com esse perfil para o ministério seria uma forma de responder à crise provocada pelo episódio da demissão do ex-ministro, alvo de denúncias de assédio sexual, o que ele nega.
Macaé Evaristo é professora, foi secretária municipal de Educação em Belo Horizonte entre 2005 e 2012 nas gestões de Fernando Pimentel (PT) e Márcio Lacerda (PSB). Entre 2013 e 2014, ocupou a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação, período em que a pasta esteve sob o comando de Aloizio Mercadante e José Henrique Paim. Em seguida, quando Pimentel governou Minas entre 2015 e 2018, Macaé assumiu a Secretaria de Educação. Em 2020, foi eleita vereadora em Belo Horizonte e em 2022 deputada estadual. Durante a transição dos governos Jair Bolsonaro e Lula, fez parte parte do grupo de trabalho da educação.
Com a escolha, o PT ampliaria o seu espaço no governo. O partido ficará com 13 das 39 pastas sob o seu comando. Silvia Almeida não tinha filiação partidária.

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