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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai intensificar a agenda de viagens pelo país nesta semana, dando sequência à estratégia de percorrer o Brasil após uma pesquisa Quaest identificar a queda de popularidade. Ele vai entregar casas, participar do lançamento das obras de um campus de instituto federal e visitar obras da COP30.
Um levantamento divulgado há duas semanas mostrou que a desaprovação ao governo Lula chegou a 49% e ultrapassou numericamente pela primeira vez a aprovação, em 47%.
Na quinta, no Amapá, Lula estará na inauguração de um residencial em Macapá e vai lançar o início das obras do novo campus do Instituto Federal do Amapá. Também formalizará a transferência de terras da União para o Amapá. O roteiro também é estratégico por incluir o estado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de quem Lula depende para aprovar projetos caros ao governo.
Na sequência, Lula vai na sexta-feira ao Pará, onde fará anúncios voltados ao Minha Casa, Minha Vida, atendendo a sugestões de agenda feitas pelo ministro da Cidades, Jader Filho.
No mesmo dia, Lula visita as obras da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, que ocorrerá em Belém em novembro.
Diante do momento mais difícil do seu terceiro mandato em relação à popularidade, Lula deu a largada na última semana a um roteiro de viagens que visa reverter a curva negativa em sua aprovação e apresentar resultados obtidos pelo governo com foco em 2026.
A primeira parada foi o Rio de Janeiro, onde na última quinta-feira, Lula participou de cerimônia de reabertura da emergência do Hospital Federal de Bonsucesso, na Zona Norte. Na sexta-feira, Lula foi a Paramirim, no sudoeste da Bahia, para inauguração da primeira etapa da Adutora da Fé, sistema integrado de abastecimento de água que capta água no Rio São Francisco e leva para municípios com insuficiência hídrica.
Como mostrou O Globo na semana passada, a queda de aprovação inclusive no Nordeste fez com que Lula pedisse atenção especial à região que é seu bastião eleitoral. A pesquisa Quaest apontou que 60% dos nordestinos aprovam a gestão na região. Em dezembro de 2024, eram 67%. Lula foi aconselhado pelos ministros da Casa Civil, Rui Costa, e da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, a priorizar a região nas agendas nas próximas semanas.

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