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Doença é causada por protozoários transmitidos pela picada do mosquito Anopheles e muito comum na região amazônica Mosquito Anopheles (foto) é o transmissor de protozoário causador da malária PIXABAY Uma velha conhecida dos moradores da região amazônica, a malária voltou a ser registrada em número considerável em algumas localidades, entre elas Belém, onde a incidência aumentou 133%. […]
Doença é causada por protozoários transmitidos pela picada do mosquito Anopheles e muito comum na região amazônica
Uma velha conhecida dos moradores da região amazônica, a malária voltou a ser registrada em número considerável em algumas localidades, entre elas Belém, onde a incidência aumentou 133%.
A doença é causada por uma das quatro espécies de Plasmodium, um protozoário que chega a humanos por meio da picada do mosquito Anopheles (mosquito-prego).
O Manual MSD de Diagnóstico e Tratamento destaca que o período de incubação (entre a infecção e o início dos sintomas) varia de nove dias a um mês, dependendo da espécie que picou a pessoa.
Por ser transmitida exclusivamente pelo mosquito, a malária não é contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não a transmite a outro indivíduo.
No entanto, a cadeia de transmissão envolve sempre dois hospedeiros. Dessa forma, uma pessoa que mantenha o protozoário em seu organismo e seja picada pelo Anopheles pode permitir que ele leve a doença a outro indivíduo.
Os sintomas mais comuns são:
• febre alta
• calafrios
• tremores
• sudorese
• dor de cabeça
• diarreia
• dor abdominal
• convulsões
• confusão mental
• desconforto respiratório
Em exames médicos também podem aparecer:
• anemia
• icterícia (pele e parte branca dos olhos amareladas)
• esplenomegalia (aumento do tamanho do baço)
• hepatomegalia (inchaço do fígado)
O risco da malária está associado à região em que ela vive ou à que está visitando.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de metade da população mundial corre risco de ter malária, sendo essa uma doença endêmica na África, na Índia e em outras regiões do sul e sudeste da Ásia, nas Coreias do Sul e do Norte, na América Central, Haiti, República Dominicana, América do Sul, parte do Oriente Médio e Ásia Central.
O Ministério da Saúde salienta que, no Brasil, a maioria dos caos se concentra nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.
Todavia, a falta de conhecimento da doença em outras áreas do país faz com que ela seja até cem vezes mais letal nesses locais do que na região amazônica.
Trinta e uma pessoas morreram de malária no Brasil em 2021.
“A letalidade por malária na região amazônica é baixa (0,022/10.000 habitantes), enquanto no restante do país a letalidade chega a ser 18 vezes maior (dados preliminares). O óbito nestas áreas ocorre, na maior parte, em pessoas que vêm infectadas de outros países ou de estados da região amazônica e não recebem o diagnóstico e tratamento oportunos e adequados devido à dificuldade na suspeição de uma doença relativamente rara nestas áreas e desinformação dos viajantes a respeito dos seus riscos”, alerta a pasta.
O exame que a OMS considera padrão ouro para detecção do Plasmodium se chama gota espessa, e também é usado oficialmente no Brasil.
A técnica consiste na coleta de uma amostra de sangue do dedo do paciente, que é submetida a análise microscópica, em que é possível ver o parasita, identificar a espécie e seu estágio de desenvolvimento.
Também podem ser utilizados testes rápidos para a detecção de antigênicos do protozoário causador da malária.
“Por sua praticidade e facilidade de realização, são úteis para a confirmação diagnóstica, no entanto seu uso deve ser restrito a situações onde não é possível a realização do exame da gota espessa por microscopista certificado e com monitoramento de desempenho, como áreas longínquas e de difícil acesso aos serviços de saúde e áreas de baixa incidência da doença. Estes testes não avaliam a densidade parasitária nem a presença de outros hemoparasitos e não devem ser usados para controle de cura, devido a possível persistência de partes do parasito, após o tratamento, levando a resultado falso positivo”, salienta o ministério.
A malária é uma doença que tem cura e tratamento eficaz disponível no SUS, mas a recuperação do paciente requer diagnóstico e atendimento médico rápidos.
Os medicamentos utilizados vão depender do tipo de Plasmodium que infectou a pessoa. Eles podem incluir cloroquina, primaquina, combinações fixas de derivados de artemisinina, artemeter + lumefantrina ou artesunato + mefloquina, entre outras.
“O tratamento da malária visa atingir ao parasito em pontos-chave de seu ciclo evolutivo, que podem ser didaticamente resumidos em: a) interrupção da esquizogonia sanguínea, responsável pela patogenia e manifestações clínicas da infecção; b) destruição de formas latentes do parasito no ciclo tecidual (hipnozoítos) das espécies P. vivax e P. ovale, evitando assim as recaídas tardias; c) interrupção da transmissão do parasito, pelo uso de drogas que impedem o desenvolvimento de formas sexuadas dos parasitos (gametócitos)”, explica o ministério.
Os casos de malária grave normalmente são associados ao Plasmodium falciparum, segundo o Manual MSD. Estes são tratados com artesunato intravenoso ou intramuscular. Trata-se de um antimalárico potente e de ação rápida.
A malária costuma ser mais perigosa em crianças com menos de 5 anos, gestantes e visitantes de áreas não endêmicas.
No fim do ano passado, a OMS aprovou a primeira vacina (chamada de RTS,S/AS01) contra a malária para uso em crianças que vivem em áreas de alto risco, como a África Subsaariana.
Individualmente, as recomendações para evitar a malária envolvem o uso de mosquiteiros, telas de proteção em portas e janelas, repelentes e roupas que protejam pernas e braços.
Cabe ressaltar que o Anopheles é mais abundante no amanhecer e entardecer.
O Brasil registrou os seguintes números de casos autóctones (que não são importados) de malária nos últimos anos:
• 2017: 189,5 mil
• 2018: 187,6 mil
• 2019: 153,3 mil
• 2020: 143,4 mil
• 2021: 213,3 mil
Do total de casos autóctones registrados no país em 2021, 16,9% (23.045) foram de malária por P. falciparum e malária mista, sendo os outros 83,1% de malária por P. vivax e outras espécies, acrescenta o governo.

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