
Francisco Vitti corta cabelo após ‘enxurrada de mensagens de pessoas descontentes’
Influenciador virou assunto depois que uma fã reclamou do visual para ator Rafael Vitti, irmão de Francisco
Jornalista foi diagnosticado com demência e vida virou documentário do Globoplay
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_1f551ea7087a47f39ead75f64041559a/internal_photos/bs/2025/N/7/eQA6jHTES6ZAjVlYzI1A/2-s.bmp)
Com o olhar tranquilo, sentado em uma cadeira de praia e rodeado dos discos que fazem parte da vida dele, Maurício Kubrusly apareceu em novo registro nas redes sociais. A foto serviu para que fãs desejassem um feliz ano novo ao jornalista, de 79 anos, além de compartilhar os sentimentos de saudade. O carioca tem demência frontotemporal, e já não lê ou escreve, assim como teve a memória comprometida.
“Saudades”, disse uma fã. “Você faz falta nas telinhas”, escreveu outra seguidora. “Toda boa energia a você e sua família”, comentou outro internauta. “O mais interessante é o semblante de serenidade”, observou mais um seguidor no Instagram.
Na foto, Kubrusly está na casa em que vive com a esposa, Beatriz Goulart, em Serra Grande, no litoral sul da Bahia, a 43 km de Ilhéus. O imóvel é amplo, arejado, perto da praia e conta na decoração com mais de 8 mil discos que o casal acumulou ao longo da vida. No documentário do Globoplay, sobre o jornalista, Beatriz explica que faz adaptações em todos os imóveis que já viveram, para diminuir os impactos do estranhamento que a demência pode causar.
“Eu repito coisas desde a primeira casa, como uma cômoda perto dele, para o Kubrusly colocar coisas pessoais, para dar uma sensação de segurança e um conforto. Não sei se funciona, mas eu tento”, avalia Beatriz, em entrevista ao longa.
A causa da demência frontotemporal (DFT) não é totalmente conhecida pela medicina. E a forma como a doença se manifesta em cada paciente também não tem um padrão. O jornalista Maurício Kubrusly, de 79 anos, foi diagnosticado em 2016 ao fazer uma atividade rotineira: encontrou dificuldades por ler o jornal. Inicialmente, médicos acreditavam que seria Alzheimer, mas com o passar dos anos, a demência se confirmou.
“Passei a ajudá-lo em sua comunicação com as pessoas. Sozinho, não dava mais. Procurei terapias desesperadamente, para ele conseguir lidar com tudo isso. É difícil diagnosticar uma doença dessas. (…) Maurício manteve por muito tempo a consciência do que estava acontecendo. Tanto que, no meio da pandemia, depois de quase duas décadas de de um relacionamento em casas separadas, ele propôs: ‘É hora da gente morar junto. Estou esquecendo as coisas’. (…) Não dá para prever a velocidade com que a doença avança. Com Alzheimer, a pessoa pode viver uns vinte anos. Já com essa demência, dizem que a média é de quatro anos. Maurício já está há sete nessa luta”, disse Beatriz à revista “Veja”.
O que permanece intacto para o jornalista é o interesse pela música. A diferença é que ele passa a ouvir as músicas como se as conhecesse pela primeira vez.
“Tem muito paciente com DFT que tem um comportamento agressivo, explosivo. Isso não é um traço importante na apresentação do Kubrusly. A doença não é igual para todo mundo e depende da área do cérebro que é acometida. O lado esquerdo tem a ver com a linguagem, o lado direito com a tensão ao ambiente. Como o direito é menos comprometido, isso tem a ver com a ausência da agressividade, e também deve estar relacionado ao interesse dele pela musicalidade”, disse o neurologista Mateus Trindade, ao avaliar o cérebro de Kubrusly. A cena foi exibida pelo Globoplay, no documentário.

Influenciador virou assunto depois que uma fã reclamou do visual para ator Rafael Vitti, irmão de Francisco

Levantamento da Fundação Itaú mostra que 88% da população realizou alguma atividade cultural presencial no último ano; desigualdade de renda ainda determina acesso

Apresentadora fala sobre diagnóstico, estratégias para manter a concentração e desafios enfrentados desde a infância em novo videocast

Intérprete de 'Teletema' e ex-Turma da Pilantragem estava com 81 anos