
Juiz rejeita ação de improbidade contra Bolsonaro por contratação de Wal do Açaí
Magistrado considerou que Ministério Público Federal não comprovou que ex-funcionária de Bolsonaro não prestava serviços relacionados ao mandato

Tema provocou embate no julgamento sobre caso Moraes; Gilmar chamou afastamento da cúpula da corporação de ‘vexame’, enquanto Fux defendeu reação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira que existe uma “PF paralela” em atuação no país e disse que integrantes da Corte são alvo de monitoramento. A declaração foi feita em meio a um embate no plenário sobre a atuação da Polícia Federal e a decisão do magistrado de afastar o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada.
— Nós temos hoje uma PF paralela, uma PF paralela, com monitoramento de ministros. Não pense que você está salvo não, ministro — afirmou Mendonça.
A atuação da PF se tornou um dos pontos de maior tensão da sessão convocada para discutir a investigação envolvendo mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Antes da declaração de Mendonça, Gilmar Mendes fez duras críticas à decisão que afastou integrantes da cúpula da corporação.
Gilmar afirmou que, por sua experiência como magistrado, já esperava uma reação à medida e classificou o afastamento do diretor-geral da PF como um “vexame”.
— Qualquer cidadão que tenha o mínimo de noção do que significa a Polícia Federal não faria o afastamento de um diretor-geral. É como afastar o diretor da Nasa ou tirar o comandante do Exército. Não se faz. O sujeito tem que se algemar antes de fazer esse tipo de coisa. Tem que pedir a Deus que interceda. Esse tipo de vexame é de uma falta de noção, de uma gravidade que eu jamais vi — afirmou Gilmar.
Luiz Fux, por outro lado, saiu em defesa da reação de Mendonça à atuação da corporação. Segundo o ministro, a PF havia chegado ao ponto de “peitar” um integrante do Supremo e poderia estar sendo instrumentalizada contra a Corte.
— Nunca se imaginou a Polícia Federal peitar um ministro do Supremo Tribunal Federal, e era isso que estava acontecendo, sem prejuízo de ela instrumentalizar posições para degradar a Corte — afirmou Fux.
Foi nesse contexto que Mendonça afirmou existir uma “PF paralela” e mencionou o monitoramento de ministros.
Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada. No dia seguinte, Flávio Dino determinou a reintegração dos dois. Diante das decisões conflitantes, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu ambas, manteve a cúpula da PF nos cargos e levou a disputa ao plenário.
A sessão extraordinária desta terça-feira foi convocada para o Supremo decidir os rumos da investigação aberta a partir do relatório da PF sobre as mensagens de Vorcaro atribuídas a Moraes. O plenário analisa a validade das medidas adotadas no caso e o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o procedimento.
BS20260915152856.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/09/15/mendonca-aponta-atuacao-de-pf-paralela-durante-discussao-sobre-caso-moraes-no-plenario.ghtml

Magistrado considerou que Ministério Público Federal não comprovou que ex-funcionária de Bolsonaro não prestava serviços relacionados ao mandato

Senadores do PT descartam articulação contrária à escolha do ex-vice-presidente

Jantar do CPAC foi realizado em Mar-a-Lago nesta quinta-feira; filme entrou na mira da PF após mensagens entre senador e Daniel Vorcaro sobre financiamento da produção

Flávio busca reuniões reservadas com conservadores americanos após discurso em evento de aliados de Trump nos EUA
