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Advogados do ex-governador tinham entrado com pedido no Supremo para tentar reverter sua inelegibilidade José Roberto Arruda – ex-governador do Distrito Federal CELSO JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO – 30.11.2009 O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça negou, na noite desta sexta-feira (20), o pedido de liminar do ex-governador José Roberto Arruda que poderia torná-lo elegível. Arruda pediu à […]
Advogados do ex-governador tinham entrado com pedido no Supremo para tentar reverter sua inelegibilidade
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça negou, na noite desta sexta-feira (20), o pedido de liminar do ex-governador José Roberto Arruda que poderia torná-lo elegível. Arruda pediu à corte que todas as ações relacionadas à operação Caixa de Pandora fossem enviadas à Justiça Eleitoral. Nesse caso, os efeitos das condenações já feitas seriam cancelados e ele se tornaria “ficha limpa”.
Os advogados do ex-governador tinham entrado, no início deste mês, com um pedido de liminar no STF para tentar reverter sua inelegibilidade. A intenção era suspender os efeitos das decisões judiciais. A mudança deveria ocorrer, na visão dos advogados, porque a acusação contra o ex-governador no caso ocorreu no contexto eleitoral, sendo “crime do artigo 350 do Código Eleitoral, atraindo a competência da Justiça Eleitoral para o julgamento do processo”, segundo afirma o pedido.
Arruda tornou-se “ficha suja” após ser acusado de participação no chamado Mensalão do DEM, que consistia na compra de votos na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para favorecimento próprio.
O político foi o primeiro governador da história do Distrito Federal flagrado recebendo propina. O vídeo foi divulgado em março de 2010 e, um mês depois, ele perdeu o mandato. Em 2014, Arruda voltou para o cenário político como candidato ao Governo do Distrito Federal pelo PR.
Apesar de ter sido flagrado em vídeo recebendo dinheiro, Arruda diz que as imagens teriam sido gravadas durante a campanha e que a quantia, que seria parte de doações, teria sido registrada conforme a previsão legal.
O R7 tentou contato telefônico por três vezes com o advogado de Arruda, mas não obteve resposta até a última atualização desta matéria.
Colaboraram Alexandre de Paula, Carlos Eduardo Bafutto e Luiz Calcagno

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