
Candangão Junino 2026 agita Samambaia com os principais grupos do DF e Entorno
Primeira etapa classificatória vai desta sexta (12) a domingo (14), no estacionamento da Castelo Forte, com entrada gratuita

Diretor de filmes de sucesso, o roteirista também escreveu minissérie para a TV e deu aulas para Manuela Dias, autora de ‘Vale tudo’

Nesta terça-feira (9), Orlando Senna, cineasta que dirigiu filmes como “Iracema – Uma transa amazônica” (1975), morreu aos 86 anos. O anúncio do falecimento do artista foi dada por sua sobrinha, Indra Rocha, através de suas redes sociais. A causa da morte do diretor baiano não foi informada.
“É com imensa tristeza que comunico o falecimento do meu querido tio, Orlando Senna. Um homem que dedicou sua vida à arte, à cultura, à liberdade e à construção de um mundo mais humano e sensível. Um homem que com sua imensa generosidade, abriu portas para mim e para tantas outras pessoas, sempre incentivando, acolhendo e criando conexões com nossos sonhos. Quem teve a oportunidade de conhecê-lo sabe da sua doçura, do seu humor, da sua inventividade e da forma positiva com que enxergava a vida e as pessoas”, destacou post de Rocha.
No último domingo, Senna acompanhou sessão de cinema no CCBB/RJ, onde tirou uma foto ao lado do amigo Antônio Pitanga.
Baiano de Afrânio Peixoto, Orlando Senna dirigiu ao lado de Jorge Bodansky o clássico do cinema nacional “Iracema – Uma transa amazônica” (1975). O longa acompanha um caminhoneiro (Paulo César Peréio) que trafega pela Transamazônica, a grande rodovia do Brasil que atravessa a floresta amazônica, conhece uma prostituta (Edna de Cássia) e aos poucos percebe os problemas daquela região.
Senna estreou no cinema como assistente de Roberto Pires em “Tocaia no asfalto” (1962). Ainda na Bahia, dirigiu seus primeiros curtas e peças de teatro. Ele atuou na Escola de Teatro de Salvador e no Centro Popular de Cultura até se mudar para o Rio de Janeiro no final dos anos 1960.
A estreia em longas metragens acontece com “A construção da morte” (1969), mas seria com “Iracema”, misto de ficção e documentário que foi perseguido pelo governo militar, que o cineasta escreveu seu nome no audiovisual nacional. Nos anos seguintes, dirigiu “Gitirana” (1976) e “Diamante bruto” (1977), além de escrever roteiros para renomados cineastas, como Hector Babenco (“O rei da noite”, de 1975), Geraldo Sarno (“Coronel Delmiro Gouveia”, de 1977) e Ruy Guerra (“Ópera do malandro”, de 1985).
Em 1987, Senna codirigiu com o cubano Santiago Alvarez o documentário “BrasCuba”. Ele intensificaria sua relação com o país nos anos seguintes ao trabalhar como professor e diretor da Escola Internacional de Cinema e TV de San Antonio de Los Baños. Lá, foi professor de Manuela Dias, autora do remake de “Vale tudo” (2025).
Na televisão, Orlando assinou o roteiro de “Carne de Sol”, minissérie exibida pela Rede Bandeirantes, em 1986.
Além dos trabalhos como diretor, Senna foi importante nome nas políticas públicas para o audiovisual no Brasil. Em 2002, foi subsecretário de Audiovisual da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, no governo Benedita da Silva. No ano seguinte, assumiu a função de secretário do Audiovisual no Ministério da Cultura comandando por Gilberto Gil no primeiro mandato do presidente Lula. Entre 2007 e 2008, foi diretor geral da Empresa Brasil de Comunicação, coordenando o desenvolvimento da TV Brasil.
Orlando Senna foi casado com a atriz e documentarista Conceição Senna, falecida em 2020.
BS20260609231102.1 – https://extra.globo.com/entretenimento/noticia/2026/06/morre-cineasta-orlando-senna-aos-86-anos.ghtml

Primeira etapa classificatória vai desta sexta (12) a domingo (14), no estacionamento da Castelo Forte, com entrada gratuita

Programação gratuita convida a todos a celebrar a data de forma diferente e inspiradora com uso de tecnologia e experiências imersivas

Evento será realizado entre os dias 7 e 16 de agosto e reunirá quadrilhas, gastronomia, artesanato, forró e grandes atrações musicais, reforçando a tradição junina da cidade

Coordenado e produzido pelo Museu das Mulheres (Museu DAS)
