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O escritor é responsável por mais de 15 novelas
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Morreu neste sábado, dia 10 de janeiro, aos 92 anos, o autor, diretor e produtor Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, o Maneco. Um dos principais autores de novela no Brasil, ele assinou grandes sucessos como “História de amor” (1995), “Laços de família” (2000) e “Mulheres apaixonadas” (2003). A última trama que escreveu, “Em família”, foi exibida em 2014 pela Rede Globo. Desde então, quando o último capítulo do folhetim foi ao ar, o autor se afastou da teledramaturgia. Diagnosticado com a doença de Parkinson, Maneco chegou a ser internado num hospital no Rio de Janeiro no início de 2025.
Filho do comerciante José Maria Gonçalves de Almeida e da professora Olga de Azevedo Gonçalves de Almeida, Maneco nasceu em São Paulo, em 1933. Pioneiro, iniciou a carreira na década de 1950, na Rede Tupi — primeira emissora de televisão do Brasil e da América do Sul. Inicialmente, trabalhava como ator em teleteatros, mas passou a atuar como roteirista, produtor e diretor em diversos programas.
As primeiras novelas na Rede Globo, onde se firmaria, foram adaptações literárias: “Maria, Maria” e “A sucessora”, ambas em 1978. Durante os anos 1980, escreveu para a Rede Manchete “Novo amor”, em 1986, e voltou à Globo na década seguinte.
Novamente na emissora em que começou a carreira, Manoel Carlos fez sucesso com novelas transmitidas às 18h, como “Felicidade” (1991) e “História de amor” (1995), e às 21h, como “Por amor” (1997), “Laços de família” (2000), “Mulheres apaixonadas” (2003) e “Páginas da vida” (2006).
Ao longo dos anos, Maneco foi responsável por mais de 15 novelas e estabeleceu um estilo próprio, transportando para a tela cenas da classe média alta carioca. As duas últimas obras, “Viver a vida” (2009) e “Em família” (2014), entretanto, não repetiram o mesmo sucesso que suas criações anteriores.
Maneco fez história na teledramaturgia ao introduzir na maioria das suas novelas uma protagonista chamada Helena, popularizando o estilo “dona Helena” de ser. Como características, as personagens sempre apresentavam grande força diante das piores situações.
Diferentemente do que muitos já pensaram, o nome não foi escolhido pelo autor em homenagem a alguma Helena que atravessou sua vida. O programa “Tributo a Manoel Carlos”, lançado pelo Globoplay em comemoração aos 91 anos do escritor, em 2024, traz depoimentos antigos em que ele explica a escolha em razão da mitologia que o cerca.
“A Helena mitológica é fantástica. E aquela história toda da Helena de Troia ter sido uma mulher raptada, casada com o raptor, divorciada e voltou a viver com o marido depois de separar-se dele… Tudo isso me deu uma coisa, uma magia muito interessante, que me cativou muito”, disse.
Segundo o escritor, suas protagonistas sempre foram mulheres infelizes no amor. Ao mesmo tempo, também são personagens que escondem um lado sombrio, sempre guardando um segredo das pessoas mais próximas.
Presentes em nove obras a partir de 1981, as Helenas foram interpretadas pelas atrizes Lilian Lemmertz (“Baila comigo”), Maitê Proença (“Felicidade”), Regina Duarte (“História de amor”, “Por amor” e “Páginas da vida”), Vera Fischer (“Laços de família”), Christiane Torloni (“Mulheres apaixonadas”), Taís Araujo (“Viver a vida”) e Julia Lemmertz (“Em família”). Numa homenagem, Maneco escolheu a filha de sua primeira Helena (Lilian) para dar vida a sua última heroína (Julia), fechando um ciclo.
Em janeiro de 2025, internado num hospital no Rio de Janeiro, o escritor apresentou uma piora no estado geral de saúde devido à doença de Parkinson, que afeta, principalmente, o sistema nervoso central, comprometendo os movimentos e outras funções corporais. De acordo com um comunicado divulgado pela assessoria do autor na época, ele havia apresentado um agravamento nos sintomas motores e cognitivos.
Maneco teve três casamentos e cinco filhos. A primeira união foi com a artista plástica Maria de Lourdes, já falecida; a segunda, com Cidinha Campos; e a última com Elizabeth Almeida.
O autor, que já tinha enfrentado a morte de três filhos — Ricardo, em 1987; Manoel Carlos Júnior, em 2012; e Pedro, em 2014 — deixa a mulher, Elizabeth, com quem é casado desde 1981, e as duas filhas, Maria Carolina e Júlia Almeida, além de um legado de enormes contribuições à teledramaturgia brasileira.
BS20260110232002.1 – https://extra.globo.com/entretenimento/noticia/2026/01/morre-manoel-carlos-um-dos-maiores-autores-da-televisao-brasileira-aos-92-anos.ghtml

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