
Espetáculo “Nós ou Ninguém Podia Ouvir os Olhos Dela” no CCBB Brasília
A temporada vai de 05 a 22 de março, com sessões de quinta a domingo, às 19h.

CCBB Brasília recebe a Mostra Todd Haynes, retrospectiva dedicada a um dos cineastas mais celebrados e instigantes do cinema contemporâneo

Divulgação/CCBB Brasília
Até 22 de março, o CCBB Brasília recebe a Mostra Todd Haynes, retrospectiva dedicada a um dos cineastas mais celebrados e instigantes do cinema contemporâneo. Após passagens de grande sucesso pelo Rio de Janeiro e por São Paulo, a mostra chega à capital federal com 23 filmes — 13 dirigidos por Todd Haynes e 10 obras de outros realizadores em diálogo com sua filmografia — além de mesas de debate, sessões apresentadas e comentadas, curso, ações de acessibilidade e lançamento de catálogo inédito. A programação é ampla e totalmente gratuita.
Com curadoria de Carol Almeida e Camila Macedo, e idealização, coordenação geral e produção executiva de Hans Spelzon, a retrospectiva propõe um mergulho na obra de Haynes, associado ao New Queer Cinema dos anos 1990 e reconhecido por reinventar o melodrama clássico para discutir identidade, desejo, gênero, sexualidade e as fissuras da vida cotidiana.
A programação reúne títulos como Longe do Paraíso, Carol, Velvet Goldmine, Não Estou Lá, Mal do Século, Segredos de um Escândalo e The Velvet Underground, além de cópias restauradas e obras inéditas no Brasil, com atuações marcantes de Julianne Moore, Cate Blanchett, Rooney Mara e Natalie Portman.
A Mostra Todd Haynes oferece, além das exibições, uma programação formativa que inclui mesas de debate, sessões apresentadas e comentadas e um curso de dois dias, reunindo pesquisadores, críticos e realizadores para discutir cinema, melodrama, representação feminina e cinema queer.
No dia 14 de março, a mesa “Donas de casa encarceradas nas estratégias melodramáticas de Todd Haynes” analisa figuras femininas e a domesticidade na obra do cineasta, com Emília Silberstein, Lila Foster e mediação de Carol Almeida, com tradução em Libras. No dia 21, a mesa “O legado de Todd Haynes para os novíssimos cinemas queer” discute a influência do diretor em novas gerações, com Mike Peixoto, Marisa Arraes e mediação de Camila Macedo, também com intérprete de Libras.
As sessões comentadas e apresentadas promovem conversas antes e depois dos filmes, incluindo destaques como Não Estou Lá (3/03), Carol (5/03), Velvet Goldmine (7/03) e Mal do Século (8/03), com comentários de Cinebeijoca e curadores da mostra.
O curso “Uma leitura da in/visibilidade lésbica a partir de Carol, de Todd Haynes”, nos dias 14 e 15 de março, analisa códigos do cinema hollywoodiano e processos de visibilidade e apagamento lésbico, articulando crítica feminista e cinema contemporâneo. Ingressos gratuitos podem ser retirados na bilheteria uma hora antes de cada aula.
Ao lado da filmografia de Todd Haynes, a mostra apresenta filmes de outros realizadores, escolhidos por sua relevância histórica, estética e política, evidenciando diferentes tradições cinematográficas. Entre os títulos estão Jeanne Dielman, 23 quai du Commerce, 1080 Bruxelles, de Chantal Akerman; O Medo Devora a Alma, de Rainer Werner Fassbinder; Tudo que o Céu Permite, de Douglas Sirk; Uma Mulher Sob Influência, de John Cassavetes; Desencanto, de David Lean; Canção de Amor, de Jean Genet; além de obras de Leslie Thornton, Sadie Benning, Daniel Nolasco e Fábio Ramalho.
“Ao colocar esses filmes em relação, a mostra propõe pensar o cinema como um campo de atravessamentos, de linguagem, de política e de sensibilidade. Mais do que influências diretas, o que emerge é uma constelação de obras que ajuda a compreender como certas formas de ver e sentir o mundo foram se construindo ao longo do tempo”, afirma Camila Macedo.
Ao lado da obra de Todd Haynes, a mostra inclui filmes de outros realizadores, escolhidos por sua relevância histórica, estética e política, destacando diferentes tradições cinematográficas. Entre os títulos estão Jeanne Dielman (Chantal Akerman), O Medo Devora a Alma (Rainer Werner Fassbinder), Tudo que o Céu Permite (Douglas Sirk), Uma Mulher Sob Influência (John Cassavetes), Desencanto (David Lean), Canção de Amor (Jean Genet), além de obras de Leslie Thornton, Sadie Benning, Daniel Nolasco e Fábio Ramalho.
Segundo Camila Macedo, ao colocar esses filmes em diálogo, a mostra propõe pensar o cinema como um campo de atravessamentos de linguagem, política e sensibilidade, formando uma constelação de obras que revela como certas formas de ver e sentir o mundo se construíram ao longo do tempo.
Outro foco da curadoria é o melodrama — frequentemente subestimado — como potência crítica e estética. Carol Almeida observa que, apesar da popularidade de formatos melodramáticos no Brasil, como a telenovela, ainda há preconceito, e a abordagem de Haynes mostra uma sensibilidade que foge a dicotomias simplistas entre afeto e pensamento.
A mostra também destaca a colaboração recorrente entre Haynes e o montador brasileiro Affonso Gonçalves, responsável pela montagem de filmes como Carol, The Velvet Underground e Segredos de um Escândalo, contribuindo decisivamente para o ritmo, a delicadeza e a construção emocional das obras.
A Mostra Todd Haynes lança um catálogo inédito, disponível em versões impressa e digital, com download gratuito em ccbb.com.br/programacao-digital/catalogos/.
A publicação reúne textos de pesquisadoras e pesquisadores brasileiros e estrangeiros sobre a obra do cineasta, incluindo a tradução inédita de ensaio de Mary Ann Doane — professora emérita da Universidade da Califórnia, Berkeley, referência da teoria feminista do cinema e ex-professora de Todd Haynes — além de entrevista exclusiva com o diretor.
“Todos os textos do catálogo são inéditos. A publicação funciona como uma extensão da mostra e como ferramenta de reflexão duradoura sobre a obra de Haynes e suas reverberações”, afirma Camila Macedo.
Os exemplares impressos serão distribuídos gratuitamente mediante apresentação do cartão fidelidade — a cada cinco carimbos, o público poderá retirar o catálogo.
Comprometida com a ampliação do acesso, a mostra terá sessão acessível de Carol, com audiodescrição, legendagem descritiva e tradução em Libras, em cópia dublada em português. As mesas de debate também contarão com tradução simultânea em Libras.
16h30 – O preço da verdade (Dark waters, Todd Haynes, 2019, 126 minutos, EUA, digital) – 12 anos
19h00 – Sessão apresentada (Ana Caroline Brito) + Carol (Carol, Todd Haynes, 2015, 118 minutos, EUA / GBR, digital) – 14 anos
17h30 – Tudo que o céu permite (All that heaven allows, Douglas Sirk, 1955, 89 minutos, EUA, digital) – 16 anos
19h15 – Longe do paraíso (Far from heaven, Todd Haynes, 2002, 107 minutos, EUA / FRA, digital) – 14 anos
16h00 – The Velvet Underground (The Velvet Underground, Todd Haynes, 2021, 121 minutos, EUA, digital) – 16 anos
18h15 – Velvet Goldmine (Velvet Goldmine, Todd Haynes, 1998, 123 minutos, GBR / EUA, digital) + Sessão comentada (Parceria Cinebeijoca) – 18 anos
15h15 – Uma mulher sob influência (A woman under the influence, John Cassavetes, 1974, 146 minutos, EUA, digital) – 16 anos
18h00 – Mal do século (Safe, Todd Haynes, 1995, 119 minutos, EUA / GBR, digital) + Sessão comentada (Parceria Cinebeijoca) – 14 anos
17h00 – Jeanne Dielman (Jeanne Dielman, 23, quai du commerce, 1080 Bruxelles, Chantal Akerman, 1975, 201 minutos, BEL / FRA, digital) – 16 anos
18h30 – Canção de amor (Un chant d’amour, Jean Genet, 1950, 26 minutos, FRA, digital) + Veneno (Poison, Todd Haynes, 1991, 85 minutos, EUA, digital) + Sessão comentada (Marcus Azevedo) – 18 anos
17h30 – Desencanto (Brief encounter, David Lean, 1945, 86 minutos, GBR, digital) – 14 anos
19h15 – Carol (Carol, Todd Haynes, 2015, 118 minutos, EUA / GBR, digital) – 14 anos
19h00 – O suicídio (The suicide, Todd Haynes, 1978, 22 minutos, EUA, digital) + Assassinos: um filme sobre Rimbaud (Assassins: a film concerning Rimbaud, Todd Haynes, 1985, 43 minutos, EUA, digital) + Peggy e Fred no inferno: o prólogo (Peggy and Fred in hell: the prologue, Leslie Thornton, 1984, 20 minutos, EUA, digital) + Sessão comentada (Carol Almeida) – 16 anos
10h00 – Curso “Uma leitura da in/visibilidade lésbica a partir de ‘Carol’, de Todd Haynes” – 16 anos
17h00 – Debate 1: Donas de casa encarceradas nas estratégias melodramáticas de Todd Haynes, com Emilia Silberstein, Lila Foster e mediação de Carol Almeida (com LIBRAS) – 16 anos
19h00 – Segredos de um escândalo (May December, Todd Haynes, 2023, 117 minutos, EUA, digital) – 16 anos
10h00 – Curso “Uma leitura da in/visibilidade lésbica a partir de ‘Carol’, de Todd Haynes” – 16 anos
16h00 – O medo devora a alma (Angst essen Seele auf, Rainer Werner Fassbinder, 1974, 93 minutos, ALE, digital) – 16 anos
18h00 – Longe do paraíso (Far from heaven, Todd Haynes, 2002, 107 minutos, EUA / FRA, digital) + Sessão comentada (Letícia Bispo) – 14 anos
18h30 – Sessão com acessibilidade – Carol (Carol, Todd Haynes, 2015, 118 minutos, EUA / GBR, digital) + Conversa com a curadoria – 14 anos
19h00 – O preço da verdade (Dark waters, Todd Haynes, 2019, 126 minutos, EUA, digital) – 12 anos
Jollies, Dottie leva palmadas e Primavera, comentada por Camila Macedo
Mostra Todd Haynes
Data: De 3 a 22 de março
Local: CCBB Brasília
Endereço: Asa Sul Trecho 2 – Asa Sul, Brasília – DF
Website: https://ccbb.com.br/brasilia/
Ingressos: Entrada gratuita. Retirada dos ingressos 1h antes, presencialmente, na bilheteria do CCBB Brasília.
Classificação: ver programação

A temporada vai de 05 a 22 de março, com sessões de quinta a domingo, às 19h.

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