
Circo, música e exposições são destaques do fim de semana no DF
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Atividade, oferecida aos moradores da Instituição de Longa Permanência do Sagrada Família, ajuda a melhorar saúde física e emocional. Mais de 80% deles têm idade acima de 70 anos e necessitam de ajuda para execução de atividades diárias Música é sinônimo de entretenimento e bem-estar. No Centro de Idosos Sagrada Família, em Goiânia, a mistura …
Atividade, oferecida aos moradores da Instituição de Longa Permanência do Sagrada Família, ajuda a melhorar saúde física e emocional. Mais de 80% deles têm idade acima de 70 anos e necessitam de ajuda para execução de atividades diárias
Música é sinônimo de entretenimento e bem-estar. No Centro de Idosos Sagrada Família, em Goiânia, a mistura de ritmos envolve e toca profundamente os moradores da Instituição de Longa Permanência (ILPI).
É a musicoterapia, mais uma atividade que o governo estadual e a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) proporcionam como forma de cuidado e carinho para a terceira idade. O repertório é bem variado, vai do sertanejo às marchinhas de Carnaval, e enche o espaço de alegria, e contribui para melhorar a saúde física e emocional.
O Centro de Idosos Sagrada família acolhe, atualmente, 56 idosos na ILPI. Mais de 80% deles têm idade acima de 70 anos. A maioria acompanha, com um largo sorriso no rosto, os musicoterapeutas Caike Moraís e Diane Teixeira, percorrerem o saguão, corredores e quartos da unidade.
Com 75 anos, Arenaldo Rodrigues de Souza, o “Péle”, morador da unidade, aproveita a atividade para tocar a gaita que carrega no bolso. “Música alegra a minha alma”, conta. Com a ponta dos dedos tocando no peito, Wilson Alves Ferreira, 70 anos, diverte-se dedilhando sua sanfona imaginária. “Sempre gostei de cantar e tocar sanfona. É só lembrança boa da minha infância e juventude”, revela.
Envelhecimento saudável e ativo
O musicoterapeuta Caike Morais lembra que a terceira idade é afetada por doenças como Parkinson, Alzheimer, deficiências físicas, visuais e auditivas e vários tipos de demência. Segundo ele, é aí que entra a música como forma de terapia.
“Pacientes com Parkinson têm os sentidos estimulados de forma que os danos do sistema motor são minimizados. No caso do Alzheimer e das demências, trabalhamos com canções que marcaram a época em que o paciente era jovem, o que exercita o cérebro e a memória”, explica.
A também musicoterapeuta Diana Teixeira reforça que a participação na atividade auxilia no bem-estar físico e psicológico. “Iniciamos esse trabalho no Sagrada Família em junho. Antes, precisávamos convidá-los. Agora, eles vêm sozinhos e dão um show de vida e sorrisos. A musicoterapia faz com que se sintam participativos e ativos, o que combate a depressão e melhora o convívio social e a disposição física.”
A diretora-geral da OVG, Adryanna Melo Caiado reforça que a modalidade de atendimento Instituição de Longa Permanência do Centro de Idosos Sagrada Família acolhe pessoas que necessitam de ajuda até mesmo para atividades rotineiras. “Vivem um momento em que precisam de muito carinho, atenção e paciência. Então, nós temos que oferecer atividades que possam promover mais qualidade de vida, entre elas está a musicoterapia.”
A presidente de honra da OVG e coordenadora do Gabinete de Políticas Sociais, primeira-dama Gracinha Caiado, comenta que o governador Ronaldo Caiado tem a preocupação constante de que sejam desenvolvidas ações que beneficiem a terceira idade.
“Trabalhamos para garantir a eles um envelhecimento tranquilo, com dignidade e alegria. É nosso dever respeitá-los e protegê-los e temos lutado para assegurar esses direitos a quem tanto nos ensina. É uma felicidade vê-los participativos e felizes quando oferecemos atividades como a musicoterapia.”
Fotos: Cristina Cabral
Comunicação OVG

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