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Após ficar fora do US Open por lesão no abdômen, carioca reencontra superfície que rendeu título do ATP 500 de Basel-SUI, no ano passado

Em 2000, Gustavo Kuerten participou de uma vitória emocionante sobre a Eslováquia nas quartas de final da Copa Davis. O saibro foi o piso escolhido no Rio de Janeiro na ocasião. Mas os tempos definitivamente mudaram. Entre os tenistas que representaram o Brasil naquele confronto, Jaime Oncins é agora treinador da equipe que, com João Fonseca e companhia, enfrenta, em quadra rápida e coberta, a Suíça de Stanislas Wawrinka, tricampeão de Grand Slam e em sua última temporada, a partir das 15h, na Farmasi Arena, na Zona Sudoeste da cidade.
— A escolha da quadra foi feita por vários fatores, principalmente pensando no conforto dos jogadores. Antigamente, quando jogávamos no Brasil, o saibro era praticamente uma escolha natural. Hoje, nossos jogadores se adaptam bem a todos os tipos de piso. Também levamos em conta o calendário, já que eles vêm de quadra dura e depois seguem nesse piso, então manter essa continuidade faz sentido. A arena é incrível, e todas as instalações são excelentes. Estamos muito satisfeitos — explicou Oncins.
A mudança de superfície também tem relação com o próprio desempenho de João Fonseca, que conquistou até aqui o maior título da carreira em quadra indoor (ambiente fechado), no ATP 500 de Basel, em 2025, em solo suíço.
— No ano passado, eu me senti super bem na quadra rápida indoor, com um piso um pouco mais áspero, lento e uma bola maior, em que eu consigo um pouco mais de tempo para jogar. Acho que essa superfície aqui está muito parecida. Com os treinos, eu tenho gostado bastante. O time está bem preparado para o confronto — destacou o atual número 29 do mundo.
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Fonseca retorna às quadras para representar o Brasil na Copa Davis após desistir do US Open por causa de uma lesão no lado esquerdo do abdômen. Havia a expectativa de que ele se recuperasse a tempo do Grand Slam.
— Minha recuperação foi chata. Obviamente, eu queria ter jogado o US Open e gostaria de estar melhor fisicamente e mentalmente. Tive muitas lesões neste ano. Eu voltei a treinar na semana passada, voltei a me sentir bem dentro de quadra e não poderia deixar de dar todo o meu apoio ao time. Tentei me recuperar o mais rápido possível para estar aqui — disse.
O jovem tenista de 20 anos abre a série hoje diante de Dominic Stricker (262º do ranking). Na sequência, Gustavo Heide (123º) encara Wawrinka (ex-top 3 e atual 134º). Já amanhã, às 14h, nas duplas, Orlando Luz e Rafael Matos, que conquistaram recentemente os Masters 1000 de Cincinnati-EUA e Montreal-CAN, desafiam Jakub Paul e Stricker. Em simples, a expectativa fica por conta do duelo inédito e geracional entre Fonseca (20) e Wawrinka (41).
O país que vencer três dos cinco confrontos possíveis garante vaga na fase qualificatória do Grupo Mundial da Copa Davis na temporada de 2027.
BS20260918040000.1 – https://oglobo.globo.com/esportes/noticia/2026/09/18/na-quadra-rapida-e-coberta-no-rio-em-vez-do-tradicional-saibro-joao-fonseca-lidera-brasil-contra-suica-de-wawrinka-na-copa-davis.ghtml

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