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Sambista apresenta cerca de 45 músicas e transforma o palco do Teatro Rival em um bate-papo sobre os 50 anos de carreira: ‘É um show inédito na minha trajetória’

Depois de 50 anos como intérprete oficial da Beija-Flor de Nilópolis e de se despedir da Sapucaí no Carnaval de 2025, Neguinho da Beija-Flor estreia uma nova fase da carreira nos palcos. Nesta sexta-feira (4), o sambista apresenta no Teatro Rival Petrobras, na Cinelândia, o espetáculo “Neguinho da Beija-Flor canta sua história”, em uma noite que promete ir além dos sucessos conhecidos do público.
A proposta é justamente abrir o baú de memórias. Ao longo do show, Neguinho vai cantar aproximadamente 45 músicas e contar as histórias por trás delas, desde a época em que foram compostas até o que representaram em sua trajetória.
— É uma primeira vez, é um show inédito na minha trajetória. A cada música você contar a época, como aconteceu, o que ela causou, o que repercutiu… É a primeira vez que a gente tá tendo um show assim. Vou cantar desde a primeira música, quando venci um concurso e ganhei duas latas de goiabada, até o momento em que entreguei o microfone para a nova geração — conta o sambista ao EXTRA.
A apresentação terá clima de conversa com o público. Embora tenha preparado um texto, Neguinho diz que boa parte do que será dito no palco ficará por conta do improviso.
— É improviso. Falou, gravou, escreveu um texto assim, mas a maioria é improviso — explica.
No repertório estão sucessos como “Ângela”, “Gamação danada”, “Malandro é malandro, mané é mané”, “Deusa da passarela” e “Bem melhor que você”. Também entram “Problema social” e “Menino de pé no chão”, sambas que ajudam a revisitar as origens do cantor, criado em uma família humilde na Baixada Fluminense.
Mas nem sempre uma música que o compositor imaginava que faria sucesso seguia esse caminho. E algumas que nasceram sem grandes expectativas acabaram se tornando marcantes. Neguinho promete contar esses bastidores durante o espetáculo.
Entre os exemplos está “O campeão”, também conhecida como “Domingo eu vou ao Maracanã”, que, segundo ele, acabou se transformando em hino. O cantor também relembra a origem de uma de suas composições, como “Malandro também chora”, depois de uma situação vivida quando fugiu da Aeronáutica para ir a um baile.
— Tem essa história que eu fugi da Aeronáutica para dançar num baile e, chegando lá, encontrei a minha pretinha com outro cara. Aí eu fiz um samba contando esse drama, mas eu não esperava que repercutisse tanto — conta, bem-humorado.
O espetáculo também passa pelos momentos em que suas expectativas foram frustradas. É o caso de “Ratos e urubus”, enredo da Beija-Flor que marcou o Carnaval de 1989, mas não levou o campeonato daquele ano.
No palco, ele será acompanhado por uma banda formada por Everson da Conceição (bateria), Gabriel Rodrigues (baixo), Luan Ferreira (cavaco), Jonathan Lima (teclado), Wescley Oliveira (percussão), Lincoln Souza (saxofone e flauta), Rico Farias (violão) e Jackson Luís (percussão).
A apresentação acontece às 19h30, com abertura da casa às 18h30. Os ingressos custam a partir de R$ 50 (meia-entrada).
BS20260903080343.1 – https://extra.globo.com/entretenimento/noticia/2026/09/neguinho-da-beija-flor-conta-historias-por-tras-de-seus-sucessos-em-show-inedito-no-rio.ghtml

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