
Flávio foca em desmentir episódio de Nossa Senhora no horário eleitoral e tenta redirecionar debate antes da votação
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No intervalo de 25 a 28 de setembro, foram 2,5 milhões de posts e 40 milhões de interações sobre o tema nas redes

A decisão do governo de proibir as bets no Brasil foi o acontecimento político de maior repercussão nas redes sociais nos últimos 12 meses, segundo levantamento do Instituto Democracia em Xeque. O anúncio da medida provisória gerou 1,33 milhão de menções nas primeiras 24 horas, superando episódios como a condenação de Jair Bolsonaro, o caso “Dark horse”, a disputa entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes em meio à crise no STF, e a discussão envolvendo Nossa Senhora Aparecida. No intervalo de 25 a 28 de setembro, foram 2,5 milhões de posts e 40 milhões de interações sobre o tema nas redes.
A repercussão também se destacou pela duração. Nas primeiras horas após o anúncio, o assunto chegou a 85,8 mil publicações por hora. O volume voltou a subir no sábado, quando alcançou 75,4 mil posts por hora ao meio-dia, e registrou uma terceira onda no domingo, com 47,3 mil publicações por hora perto das 11h. Segundo o relatório, a persistência da discussão por três dias indica que a repercussão não ficou restrita ao anúncio da medida.
Entre os argumentos favoráveis, o principal eixo foi a proteção das famílias diante do endividamento e da dependência provocados pelas apostas. Essa narrativa teve 1.912 posts e 6,23 milhões de interações. Outro eixo, de “vitória política e apoio ao governo”, alcançou 6,15 milhões de interações em 2.825 publicações. A crítica aos influenciadores e à publicidade das bets, embora tenha produzido apenas 504 posts, chegou a 4,78 milhões de interações.
A oposição, por sua vez, concentrou sua reação na acusação de oportunismo eleitoral. A narrativa de “eleitoralismo, hipocrisia e responsabilidade do governo” reuniu 3.076 posts e 5,87 milhões de interações. Outro eixo, relacionado a perdas econômicas, fiscais e insegurança jurídica, teve 1.873 publicações e 3,28 milhões de interações. A discussão recuperou ainda a trajetória das bets desde 2018 e as votações de 2023 para questionar a mudança de posição do governo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou no dia 25 de setembro, em São Paulo, uma Medida Provisória (MP) proibindo a atividade das bets no país menos de três anos após o governo ter sancionado, em dezembro de 2023, a chamada Lei das Bets, que regularizou o setor. A medida, considerada radical por alguns especialistas, visa atacar o endividamento das famílias brasileiras.
O chamado “Tigrinho” se tornou um dos principais símbolos da disputa eleitoral este ano. A narrativa que associava o governo ao crescimento dos cassinos on-line e classificava a decisão como uma manobra eleitoral representou 34% das publicações analisadas, com 74% delas produzidas pela extrema-direita, de acordo com o Democracia em Xeque. O levantamento também registra que Flávio Bolsonaro passou a defender uma alternativa à proibição integral: a manutenção das apostas esportivas e o veto aos cassinos on-line e ao Tigrinho. Essa proposta representou 11% das publicações do recorte qualitativo e gerou 1,07 milhão de interações.
A discussão extrapolou o debate sobre a decisão do governo. Um dos eixos tratou dos possíveis efeitos da medida sobre o futebol e os patrocínios de clubes. Foram 962 posts e 2,75 milhões de interações nesse tema. Outro conjunto de publicações, sobre prazos para saque, regras e punições, representou apenas 7% dos posts, mas concentrou 24% das interações.
BS20260929181143.1 – https://extra.globo.com/politica/noticia/2026/09/nem-dark-horse-nem-crise-no-stf-proibicao-das-bets-foi-o-acontecimento-politico-de-maior-repercussao-no-ano.ghtml

Michelle e Tarcísio apareccem em peça do presidenciável, que defende segurança, poder de compra e saúde

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