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Jogo entre Cowboys e Ravens enche cidade com ações, mas compromisso da liga com país vai além e incentiva busca por episódios “reais” em todas as regiões

Para além de realizar seu primeiro jogo no Rio de Janeiro neste domingo, a NFL aposta em contar histórias que criem identificação com o público do Brasil como um diferencial para o terceiro ano de maior presença no país. A partida entre Dallas Cowboys e Baltimore Ravens, no Maracanã, será o ponto alto de um planejamento feito pela liga para o desenvolvimento do futebol americano local.
No NFL Media Summit, evento realizado no estádio na manhã desta quarta-feira, o lema “A gente também joga” foi dito e repetido por executivos da NFL, que estabeleceu um escritório exclusivo no Brasil em 2024, ano da primeira partida na Neo Química Arena. Após duas vezes em São Paulo, o acordo de três jogos em cinco no Rio de Janeiro faz agora a sua estreia.
Durante esta semana, partes da capital fluminense estão sendo tomadas por ações diversas da liga, que incluem um balão em forma de capacete na Lagoa Rodrigo de Freitas, um projeto de escultura de areia na praia de Copacabana, e uma grande loja em um shopping no Leblon. Fora isso, há a promessa de novidades no Maracanã no dia do jogo e produtos planejados para os próximos anos.
— Queremos jogos e mais jogos, mas, sobretudo, temos um compromisso com o Brasil — ressaltou Luis Martínez, general manager da NFL no Brasil, em pronunciamento a jornalistas.
A liga pretende incrementar eventos como o Super Bowl Experience, watch party realizada neste ano na região portuária do Rio para exibir a decisão da temporada. Como a mesma sempre acontece em fevereiro e coincide com o Carnaval, uma das apostas internas é utilizar a festa popular como outdoor para promover o futebol americano.
Diretor de Conteúdo do Esporte do Grupo Globo, Renato Ribeiro explicou que a empresa trabalha junto à liga para difundir ainda mais os jogos. Entre os principais números do primeiro ano de parceria, estão as 90 milhões de pessoas impactadas no último Super Bowl.
— Como fazer o futebol americano ser popular no país? Nosso desafio é fazer com que a NFL aconteça no Brasil, tijolo a tijolo. Para a gente, o importante é que cada temporada seja melhor do que a que passou. Temos que evoluir — ressaltou Ribeiro.
Um dos diferenciais apresentados pela NFL no Media Summit de ontem foi a busca por contar histórias impactantes dentro da comunidade brasileira do futebol americano e do flag footbal — a variação sem contato fará parte do programa dos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028. Tanto que as peças promocionais do Rio Game não têm envolvido apenas inserções publicitárias, mas também teasers que procuram mostrar ao público que o esporte está difundido em diversas regiões do país, apresentando desde atletas até árbitros.
Inclusive, o trabalho da liga neste aspecto ganhará destaque nas telonas do Festival do Rio, com o documentário “Depois do Impacto”. A produção feita em parceria com a 02 Play e a Apeiron Filmes conta história do Coritiba Crocodiles, equipe que perdeu atletas quando a delegação se envolveu em um acidente de ônibus em setembro de 2024, a caminho de uma partida no Rio de Janeiro.
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O documentário acompanha a temporada de 2025 da equipe paranaense, que conquistou o título brasileiro em meio ao processo de superação da tragédia, e é o primeiro longa-metragem produzido pela NFL Films fora dos Estados Unidos. Gerardo Chapa, diretor de conteúdo internacional da NFL para América Latina e Espanha, explicou ao GLOBO a importância de encontrar as histórias em todo o mapa brasileiro.
— Há três ou quatro anos, nos falavam que a NFL Brasil só se importava com torcedores paulistas e cariocas nas redes sociais. Nunca falava de Salvador, Fortaleza, Recife… Então, foi um alerta para tentarmos ser mais inclusivos em outras regiões. Desde o começo dessas campanhas, sempre tentamos fazer um “scouting” de pessoas reais. Nunca utilizamos atores, porque isso dá credibilidade. Não estamos inventando histórias de pessoas que têm essa paixão. A ideia sempre foi mostrar a diversidade estética, etnográfica e cultural do país — assegura Chapa.
Para o diretor, as produções locais também têm potencial de atingir o público americano, com uma proposta que foge das notícias do dia a dia.
— A estratégia dentro dos Estados Unidos aponta para uma audiência mais “indie”, de festivais, focada em storytelling, em querer entender como é o contexto esportivo dentro de outro país. Não é a mesma audiência que está na televisão. Apesar disso, eu acho que tem mercado. Parte da nossa estratégia distribucional, como os festivais, também inclui festivais dos EUA. E, para a gente, começar na mostra do Rio, uma semana depois do nosso jogo, é perfeito — destaca.
BS20260924040000.1 – https://oglobo.globo.com/esportes/noticia/2026/09/24/nfl-aposta-em-contar-historias-para-aproximar-publico-no-brasil-e-tera-ate-documentario-no-festival-do-rio.ghtml

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