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Foram analisados mais de 175 mil participantes

A solidão, um sentimento de vazio e desconexão, esteja o indivíduo rodeado de pessoas ou não, afeta ao menos uma a cada seis pessoas em todo o mundo, como mostra o último relatório sobre conexão social da Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse cenário, novas evidências mostram que, após os 50 anos, ela afeta o cérebro e reduz o tempo de vida.
“A solidão é uma percepção. Você pode estar rodeado por uma multidão de pessoas e ainda se sentir sozinho, enquanto o isolamento é simplesmente estar sozinho. Algumas pessoas podem não se sentir sozinhas e estar completamente satisfeitas em sua solidão”, afirma Tomiko Yoneda, professora assistente de psicologia na UC Davis e principal autora do estudo.
Yoneda liderou uma equipe de 24 pesquisadores que analisaram dados de 175 mil participantes com mais de 50 anos. Durante o estudo, os participantes relataram com que frequência se sentiam sozinhos, bem como com que frequência tinham contato com outras pessoas.
E, segundo os achados dos pesquisadores, a solidão está consistentemente associada a um risco maior de comprometimento cognitivo e a uma menor expectativa de vida, mesmo que não ocorra isolamento social.
Na análise, um aumento de 10% nos relatos de sentimentos de solidão foi relacionado a um aumento de 8% a 9% no risco de comprometimento cognitivo grave e de transição de ausência de comprometimento para comprometimento cognitivo leve.
“Indivíduos mais solitários podem ter maior probabilidade de progredir para estágios mais graves e menor probabilidade de se recuperar”, ressalta a autora principal do estudo, Eileen K. Graham, professora associada de ciências sociais médicas da Universidade Northwestern.
O isolamento social, por si só, apresentou apenas uma fraca correlação com uma menor expectativa de vida e não teve uma associação consistente com o declínio cognitivo.
Por outro lado, dados sugerem que aliviar a solidão pode ser importante para a recuperação. Os achados foram publicados na revista científica Journal of Personality and Social Psychology.
De acordo com os pesquisadores, é essencial encontrar maneiras de atenuar a solidão, o que diminuiria seus efeitos sobre o comprometimento cognitivo e poderia reduzir os custos associados ao cuidado de indivíduos com demência e outros problemas cognitivos.
BS20260617130604.1 – https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/06/17/novo-estudo-mostra-como-a-solidao-depois-dos-50-anos-afeta-o-cerebro-e-reduz-o-tempo-de-vida.ghtml

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