
MAIS UMA SEMANA DESASTROSA E DE AGRESSÕES CONTRA AS MULHERES
Jornalista, docente, editora-chefe deste veículo de comunicação
A muito falada sigla ESG, que em inglês significa Enviromental (Ambiental), Social (Social) e Governance (Governança), surgiu em 2004, com a publicação “Who Cares Wins” (Quem Cuida Ganha) em uma referência clara ao cuidado que a humanidade precisa ter ao planeta Terra. Empresas e instituições foram instigadas a integrar fatores sociais, ambientais e de governança …
A muito falada sigla ESG, que em inglês significa Enviromental (Ambiental), Social (Social) e Governance (Governança), surgiu em 2004, com a publicação “Who Cares Wins” (Quem Cuida Ganha) em uma referência clara ao cuidado que a humanidade precisa ter ao planeta Terra. Empresas e instituições foram instigadas a integrar fatores sociais, ambientais e de governança em suas operações.
Cada letra em ESG desempenha uma categoria de análise que orienta as ações corporativas. Por exemplo, ao falarmos de aspectos ambientais (Enviromental), trata-se de práticas empresariais que envolvam o debate sobre a redução de emissão de carbono, desmatamento, gerenciamento de resíduos e outras questões. No aspecto social (Social), as empresas abordam a sua responsabilidade com relação a equipe de profissionais e a comunidade que a abarca, tendo em vista questões como saúde e segurança no trabalho, diversidade e inclusão, além de políticas de privacidade e proteção de dados. Por fim, temos a governança (Governance), direcionada a eficiência administrativa da empresa como código de ética e conduta, atos normativos, portal de transparência e auditoria.
Lançada pelo Pacto Global e Banco Mundial, a publicação em questão fez com que as empresas, que são potenciais recebedoras de investimentos, passassem a ser avaliadas não somente por seus lucros, mas também pela sustentabilidade em suas operações.
A ESG foi tomando grandes proporções no mundo, sobretudo em âmbito financeiro. Em 2011, tomou grande destaque no setor financeiro quando o BlackRock, o maior fundo de investimentos do mundo com uma carteira de mais de 7 trilhões de dólares, determinou parâmetros e indicadores que monitoram empresas e seus riscos climáticos, fazendo com que as práticas e ações de ESG se tornassem um termômetro para filtrar e impulsionar investimentos.
Até os dias atuais, a BlackRock utiliza as ações de ESG e afirma que as empresas que instituem tais práticas são menos voláteis e possuem maiores potenciais de ganhos. Dessa forma, pode-se observar que instituições financeiras em todo o mundo já conseguem enxergar e, assim, reafirmam a necessidade de adoção de boas práticas sociais, ambientais e de governanças nas empresas.
A consolidação dessas práticas de ESG, que envolvem cuidados com o meio ambiente, ações de responsabilidade social e de governança, transformaram empresas, geraram melhor performance no mundo e, como consequência, alavancaram os resultados para a sociedade e para os investidores. A aplicabilidade de estratégias que incorporem estas novas práticas, contribui para a competitividade, tanto no mercado interno quanto externo, gerando desenvolvimento e inovação.
Em 2015, o Acordo de Paris registra a sigla ESG, assinado por 195 países que se comprometeram com ações de melhoria do meio ambiente e redução de emissão de gases estufa. O principal objetivo é reduzir a liberação de gases produzidos pela queima de combustíveis fósseis, causadores do aumento da temperatura da Terra e de catástrofes climáticas.
Com o Acordo de Paris vigente até os dias atuais, os diálogos para discutir questões que tratam sobre ESG cresceram, sendo tratados como aspectos de medição das ações de práticas ambientais, sociais e de governança dentro das empresas. Seu estabelecimento no meio corporativo, contribuiu para a expansão dos meios financeiros e de investimentos, assim como para as estratégias de comunicação nas mais diversas empresas ao redor do mundo.
Para as empresas, a incorporação de ações e práticas de ESG promove o aumento da rentabilidade, diminuição de custos, atração e fidelização de clientes, redução no consumo, ou seja, além de promover ações sustentáveis, ainda são capazes de diminuir custos operacionais e aumentar os investimentos.
Por Eduardo Fayet Especialista em Relações Institucionais e Governamentais e ESG – Saiba mais acessando: brasiliaagora.com.br e ipemai.org.br
Jornalista, docente, editora-chefe deste veículo de comunicação
Janine Brito, presidente do Lide Mulher Brasília e CEO da Pinheiro Ferragens
Júlio César Cardoso, Servidor federal aposentado. Balneário Camboriú-SC
Luis Gustavo Nonato, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC/USP-São Carlos) e pesquisador principal do CEPID-CeMEAI.