
GDF na Sua Porta atende mais de 380 famílias na Colônia Agrícola 26 de Setembro
Serviços da Secretaria de Desenvolvimento Social, como atualizações e aberturas de prontuários e orientações, estiveram entre os mais procurados no fim da semana passada

Secretaria de Obras e Infraestrutura já se prepara para a mudança. Governadora deve ser a próxima a desembarcar no novo endereço
Nesta segunda-feira (1º), o Governo do Distrito Federal (GDF) deu início ao processo de ocupação do Centro Administrativo do DF (CADF), em Taguatinga. A medida, determinada pela governadora Celina Leão, faz parte de uma estratégia para reduzir gastos com aluguéis e otimizar a estrutura da administração pública.
“Nós estamos dando um passo importante para reduzir gastos com aluguel no GDF. Hoje já temos a possibilidade concreta de ocupar esse espaço. A orientação é que as secretarias que hoje utilizam recursos públicos com aluguel sejam as primeiras a se instalar”, afirma a chefe do Executivo.
Celina Leão ressalta que o espaço foi construído com esse intuito e está estruturalmente bem preservado e precisa ser valorizado.
“Além da economia de recursos públicos, a ocupação traz vida e dinamismo ao local”Governadora Celina Leão
Também faremos a transferência do nosso gabinete, junto com outras áreas estratégicas. A ideia é estruturar um planejamento para ocupar 100% do CADF.”
A expectativa do GDF é ocupar gradualmente os 182 mil metros quadrados do espaço, distribuídos em 16 edifícios, concentrando órgãos estratégicos que atualmente funcionam em prédios alugados em diferentes regiões do Distrito Federal. A primeira pasta a iniciar a mudança será a Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF), que já prepara a transferência para o complexo.
“Nós vamos iniciar a alocação nos prédios do Centro Administrativo e será responsável por conduzir todas as intervenções necessárias para receber as demais secretarias. O detalhamento das ações já começou, em conjunto com a Secretaria de Economia, e também será feito com a Casa Civil, que vai coordenar a destinação dos prédios e definir quais áreas serão ocupadas por cada órgão do governo”, explica o secretário de Obras, Valter Casimiro.
Atualmente, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) já executa serviços de recuperação do paisagismo, com manutenção dos gramados e limpeza das calçadas, em parceria com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Também já foi acionada, por meio da Secretaria de Economia, a manutenção dos elevadores. Paralelamente, a Secretaria de Obras faz o levantamento das principais demandas estruturais, como impermeabilização de lajes, recuperação de calçadas e calhas, entre outras intervenções necessárias para viabilizar a ocupação.
“De imediato, a expectativa é que mais de 150 servidores da própria Secretaria de Obras passem a ocupar o espaço. Em seguida, as demais secretarias serão transferidas, cada uma com seu contingente, conforme o planejamento definido”, complementa o secretário de Obras.
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF (Seduh) também deve integrar o processo de mudança para o Centro Administrativo. “A governadora convocou alguns secretários para conhecer o local, com o objetivo de avaliarmos a situação do empreendimento, especialmente das pastas que hoje funcionam em imóveis alugados. No nosso caso, o contrato está próximo do vencimento, e a orientação foi renovar apenas pelo período necessário para viabilizar a mudança o quanto antes.
A partir dessa determinação, vamos iniciar um levantamento das necessidades para a transferência da equipe. Com isso, poderemos estruturar o processo de mudança e levar os servidores para o Centro Administrativo”, afirma o secretário da Seduh, Marcelo Vaz.
Entre as secretarias prioritárias para a ocupação estão a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, a Casa Civil, a Casa Militar e a Secretaria de Governo.
O CADF foi construído, há pouco mais de 10 anos, para se tornar o principal centro administrativo do governo distrital, reunindo diversas secretarias e órgãos em um único espaço. No entanto, apesar de entregue em 2014, nunca foi inteiramente ocupado.
O empreendimento enfrentou uma longa trajetória marcada por entraves jurídicos, questionamentos contratuais e disputas judiciais envolvendo os custos da obra e pagamentos pendentes. Durante anos, o espaço permaneceu subutilizado enquanto o governo discutia soluções legais e financeiras para viabilizar sua ocupação definitiva.
Além da redução de custos, a ocupação do CADF também deve impulsionar a movimentação econômica de Taguatinga, com aumento do fluxo de servidores, visitantes e serviços no entorno do complexo administrativo.
O governo trabalha em um cronograma escalonado de mudanças para garantir que a transição ocorra sem prejuízos ao atendimento da população. “Essa mudança representa uma nova lógica de gestão: menos desperdício, mais planejamento e mais investimento onde realmente importa, que é o atendimento ao cidadão”, acrescenta o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira.
Segundo Valdivino, o GDF ainda contabiliza os ganhos da medida. “A governadora vai organizar a logística dessa transição para não termos prejuízos. Tudo está sendo feito com muita responsabilidade e cautela”, conclui.

Serviços da Secretaria de Desenvolvimento Social, como atualizações e aberturas de prontuários e orientações, estiveram entre os mais procurados no fim da semana passada

Entre as diretrizes apresentadas, o levantamento defende a instalação de moradias como estratégia para reocupar espaços vazios e impulsionar a revitalização da área

Abordagem percorrerá 39 pontos nas duas regiões administrativas

Equipamentos públicos oferecem acolhimento, orientação e cursos gratuitos que fortalecem a autonomia feminina
