ECONOMIA

Para sacar saldo retido do FGTS, trabalhador terá que sair do saque-aniversário, diz ministro Luiz Marinho

27 de fevereiro, 2025 | Por: Agência O Globo

Cotista do Fundo terá de abrir mão dos resgates anuais por ao menos dois anos, prazo que terá que esperar para migrar novamente para essa modalidade

A MP que pretende liberar o dinheiro retido do FGTS será publicada nesta sexta-feira (dia 28) — Foto: Freepik/Acesso Público

Os 12,1 milhões de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, foram demitidos de 2000 para cá e que agora serão autorizados a sacar o saldo de FGTS terão que sair da modalidade atual, que permite a retirada anual de parte do dinheiro acumulado na conta. A informação foi confirmada pelo ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Luiz Marinho.

De acordo com o ministro, depois de dois anos, esses trabalhadores poderão fazer de novo a opção pela modalidade saque-aniversário.

Na prática, quem quiser resgatar agora o valor de seu FGTS que ficou retido numa demissão do passado terá de abrir mão de continuar recebendo as parcelas anuais do saque-aniversário por pelo menos dois anos.

O governo pretende publicar, nesta sexta-feira (dia 28), uma medida provisória (MP) para liberar R$ 12 bilhões que estão retidos de optantes do saque-aniversário e que foram dispensados do emprego sem justa causa.

Valores dados em garantia de empréstimo ficarão retidos

Quem faz a adesão ao saque-aniversário, que permite resgatar uma parcela no saldo no mês de nascimento, pode antecipar várias parcelas na forma de empréstimo bancário. Nesse caso, a pessoa não poderá sacar o recurso que está sendo usado como garantia para o empréstimo.

— Não quero destruir o FGTS — afirmou o ministro.


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