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61 vítimas do acidente aéreo na última sexta, morreram de forma ‘imediata’ devido a um politraumatismo
Na última segunda-feira, o Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo concluiu que a morte das 62 vítimas do voo 2283 da Voepass Linhas Aéreas, que caiu em Vinhedo, no interior do estado, sexta-feira passada, foi “instantânea” causada por um politraumatismo.
O quadro é caracterizado por ao menos duas lesões em dois sistemas do corpo humano causadas por forças externas, como a de uma colisão. É comum em acidentes aéreos, mas também automobilísticos. A letalidade depende da gravidade e da localização dos danos – se acomete órgãos vitais, por exemplo.
No momento do impacto da aeronave no solo, porém, quando ocorreram as lesões que levaram os passageiros e tripulantes à morte, as vítimas perderam a consciência de forma “imediata”. Segundo o diretor do IML de São Paulo, Vladimir Alves dos Reis, não houve “condição de sentir dor”.
É como avalia também o neurocirurgião especialista em trauma e coluna, Lucas Vasconcellos: — O politraumatismo foi a causa da morte, pela destruição dos órgãos, o esfacelamento do corpo humano imediatamente após o impacto no solo. Nessa hora, a perda da consciência é imediata.
Para o especialista no atendimento a vítimas de situações extremas Milton Steinman, cirurgião-geral da equipe de Trauma do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, há a possibilidade ainda de que os passageiros e tripulantes tenham ficado inconscientes ainda durante a queda:
— É provável que os passageiros percam a consciência devido a vários fatores e alterações no organismo. As forças na queda são intensas e podem reduzir o fluxo sanguíneo ao cérebro, levando à perda de consciência. Além disso, podem resultar em queda de pressão e diminuição do oxigênio no cérebro, o que também deixa o indivíduo inconsciente.
Vasconcellos, no entanto, acredita que o perfil do acidente em Vinhedo tenha dificultado essa perda ainda na descida: — A queda do avião foi de grande altitude, porém em parafuso e planando numa velocidade de queda baixa. O avião não sofreu ruptura, então as janelas estavam hermeticamente fechadas, o oxigênio estava dentro e a temperatura estava mantida.
Steinman explica como o corpo humano reage à queda de uma aeronave como a da Voepass em São Paulo: — O avião atinge o solo com uma força milhares de vezes maior que a gravidade, causando uma desaceleração abrupta e transferindo uma enorme quantidade de energia para o corpo dos ocupantes. Isso leva a fraturas múltiplas e graves, incluindo na coluna, membros, crânio e costelas, além de esmagamento de tecidos e danos internos significativos aos órgãos vitais, como coração, fígado, pulmões e baço.
— Vasos sanguíneos importantes, como a aorta, podem romper-se. Lesões cerebrais graves também podem ocorrer, incluindo concussões, contusões cerebrais e hemorragias intracranianas, devido ao impacto direto e à intensa desaceleração. A capacidade de o corpo suportar essas forças é limitada, resultando na imensa maioria das vezes em lesões fatais devido à magnitude do impacto.
Ele explica que, ainda que a chance de sobrevivência de um acidente como o da última sexta-feira seja baixa devido à proporção da queda, essa tolerância às forças da colisão é diferente de pessoa para pessoa, com fatores como idade e condição física influenciando.
Além disso, destaca que há riscos durante a queda antes de o avião chegar ao solo, especialmente se o indivíduo não estiver com cinto de segurança, como de o corpo ser projetado contra o interior da aeronave ou de itens soltos, como bagagens e equipamentos, causarem ferimentos adicionais.

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