
Comitê de Supervisão da Meta vê falhas no controle de conteúdo nas eleições do Brasil
Colegiado cita excesso de rigor contra conta de anúncios de Lula

Ministro Nunes Marques, do STF, pediu posicionamento do procurador-geral da República e da AGU
A Procuradoria-Geral da República ( PGR) deve se posicionar nos próximos dias contra a validade das ações no Supremo Tribunal Federal ( STF) que questionam a decisão do ministro Alexandre de Moraes que suspendeu a rede social X no Brasil. A Advocacia-Geral da União (AGU) também deve opinar de maneira semelhante, seguindo argumentos técnicos.
Na PGR, a expectativa é que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, encaminhe uma manifestação discutindo o descabimento deste tipo de ação – a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) – contra decisões tomadas por ministros do STF ou por uma das duas Turmas.
O órgão foi provocado na última quinta-feira pelo ministro Kassio Nunes Marques, relator dos pedidos sobre o tema apresentados pelo partido Novo e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio do X no Brasil. Moraes enviou sua decisão para referendo, mas escolheu a Primeira Turma, e não o plenário. No colegiado menor, formado por cinco ministros, a determinação foi confirmada por unanimidade.
A ação do Novo, apresentada na segunda-feira, questiona o bloqueio do X em si. Já a da OAB, protocolada na terça-feira, contesta a multa de R$ 50 mil que foi estabelecida por Moraes para quem recorrer a “subterfúgios tecnológicos” para continuar acessando a rede social, como utilizar uma rede privada (VPN, na sigla em inglês).
Nunes Marques deu cinco dias para que PGR e a AGU se manifestem nessas ações. No mesmo despacho, Nunes Marques afirmou que os processos devem ser analisados pelo plenário da Corte. De acordo com o ministro, o tema é “sensível” e causa “especial repercussão para a ordem pública e social”.
“A controvérsia constitucional veiculada nesta arguição é sensível e dotada de especial repercussão para a ordem pública e social, de modo que reputo pertinente submetê-la à apreciação e ao pronunciamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal”, escreveu o ministro.
Em nota após a divulgação do despacho, a assessoria do STF afirmou que a decisão final será do plenário, mas que não há prazo para essa avaliação e que Nunes Marques pode tomar uma decisão monocrática antes disso.
“A interpretação de que levará diretamente ao plenário e que há prazo para isso está equivocada. A decisão deve ser lida de modo global, e o que o ministro disse é que ao final a decisão definitiva deve ser do colegiado. Isso não impede, porém, que haja eventual decisão monocrática antes e que o ministro tenha indicado algum tipo de prazo para isso”, informou a assessoria.

Colegiado cita excesso de rigor contra conta de anúncios de Lula

Presidente da Corte diz que alterações é definida pelos TREs

Reunião ocorre após Corte proibir restrição de entrega de posts

Deputado federal reeleito é o principal nome da campanha digital de Lula e passou mal depois do debate presidencial de domingo, na TV Bandeirantes
