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Após recuperar os movimentos da mão, paciente voltou ao hospital para homenagear a equipe responsável por sua reabilitação
O cheiro de pipoca amanteigada tomou conta dos corredores do ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) na segunda-feira (8). Mas, mais do que oferecer um lanche, a visita de Lucia Melo da Silva levou ao local uma história de superação, autonomia recuperada e gratidão.
Pipoqueira há anos, Lucia viu a rotina mudar depois de sofrer uma lesão na mão enquanto realizava atividades domésticas no fim do ano passado. O problema exigiu imobilização com gesso e sessões de fisioterapia. Hoje, com os movimentos praticamente restabelecidos, ela fez questão de voltar ao hospital de uma forma especial: levou o próprio carrinho de pipoca para agradecer à equipe que a ajudou a retomar o trabalho e a independência.

A gratidão foi tanta que Lucia deixou, por algumas horas, o ponto onde trabalha, próximo à Torre de TV de Brasília, para passar a tarde no Hospital de Base, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), distribuindo pipoca e sorrisos para profissionais, pacientes e acompanhantes.
“Eu quis trazer essa cortesia para mostrar para a equipe que minha mão já está boa e para agradecer todo o carinho e a atenção que recebi”, conta.

Em poucos minutos, o aroma da pipoca chamou a atenção de quem passava pelo ambulatório. Logo se formou uma fila de curiosos interessados nas opções preparadas por Lucia: salgada com manteiga ou doce com leite condensado.
Responsável pelo acompanhamento da paciente, a fisioterapeuta Janaína Vidal explica que o processo de reabilitação vai além da parte física.
“Trabalhamos o resgate da confiança, da autoestima e da segurança do paciente. Não se trata apenas de recuperar movimentos, mas de ajudá-los a retomar atividades que fazem parte da vida e voltar a acreditar na própria capacidade”, destaca.

Segundo a profissional, a trajetória de Lucia representa exatamente o propósito do trabalho desenvolvido pela equipe.
“Um dos nossos principais objetivos é devolver funcionalidade e autonomia. Quando o paciente percebe que consegue retomar sua rotina e recuperar a independência, entendemos que alcançamos o resultado esperado”, conclui Janaína.
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