Programa fortalece a segurança alimentar e leva saúde e sustentabilidade às cidades do DF
16 de janeiro, 2026
| Por: Agência Brasília
Programa Brasília Verde atendeu a 164 unidades em 2025 e investiu em tecnologias sustentáveis para disseminar educação ambiental e ampliar a segurança alimentar e nutricional
Não é só na área rural que a Emater-DF está presente. Por meio do Programa Brasília Verde de Agricultura Urbana, a empresa tem fortalecido ações no Distrito Federal e ampliado o acesso à segurança alimentar. Em 2025, foram 164 unidades atendidas com insumos — das quais 94 escolas e creches, 26 instituições sem fins lucrativos e 11 unidades vinculadas à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) — quatro do sistema penitenciário e sete do sistema socioeducativo — e 33 unidades de saúde e socioassistenciais.
São diversas hortas agroecológicas comunitárias, escolares, medicinais e terapêuticas que têm levado segurança alimentar e nutricional a milhares de pessoas no Distrito Federal. O programa também investe em infraestrutura sustentável: 21 escolas da rede pública receberam sistemas de captação de águas das chuvas, uma forma sustentável de reutilização da água e também de disseminar educação ambiental entre crianças e adolescentes.
Ao todo, foram investidos R$ 350 mil nas hortas urbanas e R$ 233 mil em captação de águas pluviais. Outro R$ 1,4 milhão foi investido na aquisição de 714 kits de insumos, distribuídos ao longo do ano a famílias rurais, com o objetivo de fortalecer e ampliar a produção no campo.
Uma das hortas medicinais apoiadas pela Emater-DF está na Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 do Guará. A farmacêutica Rosane Lopes, responsável pelo espaço, conta que o “horto”, como é chamado, foi inaugurado em fevereiro de 2025. “Fizemos um curso de horticultura urbana, ministrado pelo Instituto Arapoti [ONG] e, com apoio da Emater-DF, Fundação Oswaldo Cruz e Embrapa, implantamos o espaço”, relata.
“Temos abóbora, couve, berinjela, capim-limão, pimenta-de-cheiro, citronela, hortelã… É muita coisa”, comemora a farmacêutica Rosane Lopes | Fotos: Divulgação/Emater-DF
São mais de 80 espécies de plantas num sistema de agrofloresta. “Temos abóbora, couve, berinjela, capim-limão, pimenta-de-cheiro, citronela, hortelã… É muita coisa”, comemora Rosane. As hortaliças e frutas são destinadas à comunidade atendida pela UBS, com colheitas todas as quintas-feiras.
Rosane Lopes informa ainda que a Secretaria de Saúde (SES-DF) implantou, em abril de 2025, a Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos (Rhamb). “Trata-se de uma estratégia de saúde da família que reforça vínculos e amizades, promove a integração entre os pacientes e ajuda a construir um ambiente mais saudável, o que ajuda no acompanhamento e tratamento das pessoas atendidas na UBS”, explica a farmacêutica.
Mario Moriani, morador do Guará, é voluntário na horta. “Trabalhar aqui me deu a oportunidade de plantar muitas coisas, faz parte do meu projeto de vida. Me sinto conectado à terra, é uma ação que envolve o lado emocional, o lado espiritual e me conforta saber que estou produzindo alimentos orgânicos e de qualidade para a comunidade”, comemora.
O engenheiro-agrônomo Rogério Lucio Vianna Filho, gerente de Agricultura Urbana da Emater-DF, explica que o programa Brasília Verde não se resume a incentivar a produção e consumo de alimentos de qualidade. “Também propomos a adoção de tecnologias sustentáveis e de baixo custo, como captação de águas da chuva e aproveitamento de resíduos orgânicos para fabricação de bioinsumos e compostagem”, relata.
Ao todo, foram investidos R$ 350 mil nas hortas urbanas e R$ 233 mil em captação de águas pluviais
Rogério Lúcio acrescenta que o programa tem uma importância social, na medida que atende a pessoas em situação de vulnerabilidade social. “Sabemos que os alimentos de qualidade, especialmente os orgânicos, são menos acessíveis a parte da população, especialmente aquelas pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Nosso foco é levar segurança alimentar e nutricional, qualidade de vida e bem-estar por meio de uma alimentação segura para essas pessoas”, conclui o extensionista da Emater-DF.
Escola-modelo
Apesar de estar localizada na área rural, a Escola Classe (EC) da Jibóia, em Ceilândia, foi beneficiada com sistemas de captação de águas pluviais, energia fotovoltaica, horta pedagógica e fossa biodigestora. “O projeto já está todo instalado e pode servir de modelo para outras escolas da rede oficial”, informa Tiago Leite, técnico que também atua na Gerência de Agricultura Urbana da Emater-DF. A Escola Classe da Jiboia atende a cerca de 80 estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental.
De acordo com Tiago Leite, o programa Brasília Verde é executado por meio de recursos de emendas parlamentares, que viabilizam o trabalho da empresa em áreas urbanas e também periurbanas.