
Agências do trabalhador oferecem 609 vagas com salários de até R$ 3,3 mil nesta quinta
São, ao todo, 609 oportunidades, que contemplam candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência

Portaria consolida unidades escolares como espaços de proteção animal
Muito além do ensino curricular, a escola é espaço fundamental para a transformação social e a formação de valores humanos. Reforçando esse compromisso, a assinatura da portaria conjunta, entre a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) e a Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan-DF), institui o projeto Pet ConVivência e estrutura a presença de animais nas unidades escolares como uma prática pedagógica segura e orientada.
O evento realizado na terça-feira (20) reuniu diretores de 58 escolas da rede pública que já convivem com pets nas respectivas unidades escolares, evidenciando que a presença de animais neste ambiente é uma realidade consolidada e, agora, reconhecida institucionalmente como ferramenta pedagógica.
O Pet ConVivência propõe integrar os animais comunitários ao cotidiano escolar, fortalecendo valores essenciais à formação integral dos estudantes, como empatia, responsabilidade, respeito à vida e convivência ética. A iniciativa vai além do cuidado animal, utilizando essa convivência como estratégia para o desenvolvimento de competências socioemocionais e para a formação cidadã.
Os estudantes deixam de ser apenas receptores de conteúdo e passam a ser cuidadores ativos. Esse papel desenvolve a empatia e o senso de responsabilidade, uma vez que compreendem que aquele ser vivo depende da coletividade para estar bem. O resultado é um ambiente escolar mais humanizado, onde o cuidado com a vida torna-se o principal eixo da formação cidadã.
As experiências já vividas pelas escolas demonstram os impactos positivos da iniciativa. Milla, pet adotada pela Escola Classe (EC) 10 do Gama, reverbera o sucesso da ideia, surgida a partir de uma demanda interna da escola e evidenciando a necessidade de orientar e estruturar a convivência com animais no ambiente escolar.
Para a diretora da unidade, Edna Silva, o projeto trouxe ganhos significativos para o cotidiano escolar. “É um projeto que deu supercerto. Adotamos a Milla e ela foi um ganho muito grande para a nossa escola. Vimos um lado muito positivo, principalmente com alunos especiais. Os alunos adquiriram essa consciência do cuidado”, relatou.
O projeto proporciona, ainda, uma integração entre o bem-estar animal e a educação inclusiva. No ambiente escolar, os pets atuam como reguladores emocionais, especialmente para estudantes com transtorno do espectro autista (TEA). O contato com o animal funciona como uma âncora sensorial, reduzindo níveis de ansiedade e auxiliando na organização interna do aluno em momentos de sobrecarga.
Essa transformação é visível no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 02 da Estrutural, como relata a diretora Juliana Gomes de Assunção. “Temos hoje a Melissa, um pet de apoio aos autistas e às crianças em geral. Quando o estudante se desregula, ele chega próximo da gata e vai se acalmando, o que nos possibilita retomar o diálogo e a aprendizagem”, explica. Além do suporte pedagógico, a iniciativa foca em animais que enfrentam barreiras para adoção, como os de pelagem preta ou idosos, utilizando essa convivência para combater preconceitos e promover a empatia desde cedo.
O projeto também chama a atenção para uma realidade muitas vezes invisibilizada: o abandono animal e suas causas estruturais. Diante dos desafios do Distrito Federal com a superpopulação de cães e gatos, a escola torna-se um espaço estratégico de sensibilização para estudantes, famílias e a comunidade local, contribuindo para a ruptura desse ciclo.
Para o secretário de Proteção Animal, Cristiano Cunha, interromper o abandono exige o envolvimento de todos. “Cães e gatos foram para as ruas por ação ou omissão da própria sociedade. Envolver a escola nesse processo é compreender que essa é uma responsabilidade coletiva. A escola não é apenas uma instituição da comunidade, mas um de seus principais agentes transformadores”, destacou.
O CEF 02 da Estrutural é um dos grandes exemplos de como o Projeto Pet ConVivência pode ressignificar realidades. A implantação de um gatil estruturado permitiu que a escola liderasse uma mudança de mentalidade na região, promovendo o acolhimento desses animais e consolidando uma nova cultura de cuidado que envolve estudantes, famílias e moradores.
“Hoje, nossas crianças educam suas famílias em casa”Juliana Gomes, gestora do CEF 02 da Estrutural
“Quando cheguei à escola, me deparei com gatos sendo jogados lá dentro. As crianças não sabiam lidar com eles. Então começamos a trabalhar que os gatos são seres que merecem cuidado e respeito. Hoje, nossas crianças educam suas famílias em casa”, afirma Juliana Gomes, gestora da unidade precursora da ação.
Para ampliar o incentivo à adoção e acolhimento de animais pelas escolas, a SEEDF planeja o aporte de recursos específicos. Durante a oficialização da parceria, a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, anunciou medidas para garantir o bem-estar dos animais adotados pelas escolas da rede.
“Vamos propor uma bonificação do PDAF [Programa de Descentralização Administrativa e Financeira] para as escolas que aderirem ao projeto. Esse recurso extra servirá para apoiar as escolas no cuidado a esses animais, como a compra de ração e a construção de estruturas de acolhimento”, afirmou a secretária. Hélvia reforçou, ainda, que os animais são referência de amor e carinho e que a escola deve ser um reflexo desse cuidado.
*Com informações das secretaria de Educação e de Proteção Animal

São, ao todo, 609 oportunidades, que contemplam candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência

A ação tem como objetivo proteger as nascentes, recompor a vegetação nativa do Cerrado e fortalecer a segurança hídrica do Distrito Federal

Abordagem está prevista para passar por quatro pontos na região administrativa

Sustentabilidade, uso comunitário e segurança são destaques na reforma do local
