
Confira o que os astros revelam para esta sexta
Veja o que os astros revelam sobre a sexta-feira (22) de cada nativo do zodíaco

Advogada construiu um império empresarial que vai de cosméticos a holding patrimonial, mas investigadores apontam movimentações incompatíveis com sua renda declarada de R$ 1,5 milhão por mês
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Enquanto circulava pela Itália antes de ser presa, Deolane Bezerra, de 38 anos, exibia nas redes sociais sua rotina de ostentação. Na manhã de quinta-feira (21), porém, a “Doutora”, como é chamada pelos seguidores, foi tirada de sua mansão em Alphaville, em Barueri (SP), por policiais da Operação Vérnix. A ação, coordenada pelo Gaeco e pela Polícia Civil de São Paulo, investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à cúpula do PCC. Esta é a segunda prisão da influenciadora desde 2024.
A pergunta que muita gente se faz “qual a fortuna de Deolane?” ganhou uma dimensão ainda mais complexa com a operação de hoje.
A influenciadora é sócia ou titular de pelo menos seis CNPJs ativos, todos com situação cadastral regularizada este mês. A principal é uma holding patrimonial, empresa criada exclusivamente para gerir, proteger e centralizar a administração de bens e ativos (imóveis, empresas ou investimentos) de pessoas físicas. Ela também tem uma empresa de publicidade e comunicação, uma empresa de apoio administrativo e outra que gerencia a Deo Beauty, em que ela vende produtos de beleza como perfumes. Esta última tem como sócio o filho do meio dela, Kayky Bezerra. Ela também é ligada à Zeroumbet, que divulga nas redes sociais.
Pela Bezerra Publicidade e Comunicação Ltda, a influenciadora comprou, em 2021, por R$ 1,6 milhão, uma casa no Loteamento Fazenda Tamboré, em Barueri. Já por meio da Deolane Bezerra Holding Participações Ltda, ela adquiriu, no ano seguinte, um Porsche Carrera 911, avaliado em mais de R$ 1 milhão. Em 2021, Deolane Bezerra declarou à Receita Federal ter recebido R$ 357 mil da Bezerra Publicidade, a título de lucros e dividendos, mas as contas bancárias não apresentaram qualquer valor transacionado entre si, tanto a crédito quanto a débito, afirmam os investigadores.
Em depoimento à Polícia Civil de Pernambuco em 2024, Deolane declarou renda líquida mensal de R$ 1,5 milhão, proveniente de publicidade e atividade empresarial. Ainda assim, os investigadores da nova prisão apontaram que ela realizou movimentações financeiras milionárias incompatíveis com essa renda. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões diretamente em seu nome.
O total da operação desta quinta-feira é ainda maior: o Gaeco pediu o bloqueio de mais de R$ 327 milhões e a apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis vinculados ao conjunto de investigados.
Natural de Vitória de Santo Antão (PE), Deolane se especializou em direito penal. Ele trabalhava no escritório Bezerra Advogados & Associados, tocado com as irmãs Dayanne e Daniele. Mas foi a morte do então marido, o funkeiro MC Kevin, em maio de 2021, que projetou sua imagem para 21 milhões de seguidores no Instagram e abriu as portas para contratos publicitários milionários.
Em quatro anos, abriu seis empresas em setores distintos, comprou 12 imóveis de alto padrão, trocou de carro várias vezes e, em dezembro de 2025, adquiriu um jatinho particular com capacidade para sete passageiros. “Não é ostentação, é superação”, escreveu ao postar a compra do 12º imóvel, localizado em Orlando (EUA), avaliado em R$ 5 milhões.
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Nos anos seguintes, a influenciadora passou a associar a própria imagem a uma rotina de ostentação nas redes sociais. Deolane exibia viagens internacionais, joias, carros de luxo e uma coleção de imóveis que ela mesma numerava como “casa 10”, “casa 11” e “casa 12”. Uma das propriedades mais comentadas foi uma mansão temática em Orlando, nos Estados Unidos, apresentada por ela com a frase: “Não é ostentação, é superação”.
Um imóvel frequentemente mostrado pela influenciadora fica em Alphaville, um condomínio de luxo em São Paulo. A residência possui cerca de 1.700 metros quadrados, seis suítes, sala de cinema, piscina, estúdio de gravação, palco para shows e garagem para dez carros.
Giliard Vidal dos Santos, filho adotivo de Deolane, movimentou, nos últimos anos, mais de R$ 11 milhões em suas contas, “montante absolutamente discrepante para um jovem sem histórico de atividade empresarial consolidada”, afirmam os investigadores. Alvo da operação desta quinta-feira, Santos movimentou, somente em 2023, R$ 6,2 milhões.
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“A movimentação financeira atribuída a Giliard revela um padrão fortemente sugestivo de mecanismos típicos de ocultação, dissimulação e pulverização de capitais, frequentemente associados a operações de lavagem de dinheiro. Embora figure como recebedor de valores expressivos — mais de R$ 7,1 milhões em créditos — o dado mais relevante é que envia significativamente mais recursos do que recebe, totalizando R$ 11,17 milhões em débitos, o que representa um déficit operacional incomum para alguém sem atividade econômica formal robusta que justifique tal fluxo”, diz um trecho da denúncia.
Como o acusado não possui lastros financeiros, ainda de acordo com os investigadores, recai sobre ele a suspeita de que ele tenha sido usado como “canal de dispersão” de dinheiro oriundo de práticas criminosas.
“O fato de Giliard movimentar cifras multimilionárias apesar de não possuir renda declarada compatível, aliado ao uso de múltiplos microdepósitos realizados para centenas de pessoas, indica que sua conta pode estar sendo utilizada como canal de dispersão, funcionando como “ponte” para escoar recursos advindos do núcleo empresarial ligado à investigada principal”, diz outra parte do relatório.
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Outras duas empresas, a DSDD Cobranças e Informações Cadastrais Ltda, em nome da mãe de Deolane, Solange Alves Bezerra, e a DB Santos Apoio Administrativo e Financeiro Ltda, também são, segundo as denúncias, firmas de fachada. “Não possuem características esperadas para um estabelecimento empresarial, situam-se numa região residencial, desprovida de conjuntos, salas e andares comerciais, informações que diferem das registradas na Junta Comercial de São Paulo”, diz o relatório.
A operação do Ministério Público de São Paulo que culminou com a prisão da influenciadora Deolane Bezerra, nesta quinta-feira (21), teve como ponto principal da investigação a existência de uma transportadora chamada Lado a Lado.
Localizada próximo à Penitenciária II de Presidente Venceslau (SP), a Lopes Lemos Transportadora Ltda., cujo nome fantasia é Lado a Lado Transportes, movimentou, em três anos, mais de R$ 20 milhões “com expressiva incompatibilidade entre receitas declaradas ao fisco e os débitos verificados — diferença de R$ 6,9 milhões —, caracterizando a prática de lavagem de capitais – afirma o MP paulista.
Segundo os investigadores, Deolane Bezerra foi diretamente beneficiada pelos recursos criminosos da transportadora, cujos valores foram depositados em sua própria conta, conforme comprovantes encontrados no celular do dono da transportadora, Ciro Cesar Lemos , que foi condenado pelo crime de lavagem de dinheiro e está preso.
Entre 2018 e 2021, Deolane recebeu R$ 1.067.505 em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil — prática conhecida como “smurfing”, usada para dificultar rastreamento financeiro.
Outro ponto considerado suspeito pela polícia envolve cerca de 50 depósitos feitos em duas empresas ligadas a Deolane, somando aproximadamente R$ 716 mil. Os valores teriam sido enviados por uma empresa apresentada como banco de crédito, registrada em nome de um homem da Bahia com renda mensal próxima de um salário mínimo.
BS20260522080329.1 – https://extra.globo.com/entretenimento/noticia/2026/05/qual-e-a-fortuna-de-deolane-bezerra-influenciadora-foi-presa-e-teve-r-27-milhoes-bloqueados-pela-justica.ghtml

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