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Ex-presidente da Federação Espanhola de Futebol foi absolvido do crime de coerção pelas pressões exercidas sobre a jogadora para minimizar o gesto

O ex-presidente da Federação Espanhola de Futebol, Luis Rubiales, foi condenado ao pagamento de uma multa de 10,8 mil euros (R$ 64,2 mil) por agressão sexual pelo beijo forçado na jogadora Jenni Hermoso durante a celebração da Copa do Mundo de 2023, anunciou o tribunal nesta quinta-feira.
Rubiales, para quem a Promotoria havia solicitado um total de dois anos e meio de prisão, foi absolvido do crime de coerção pelas pressões exercidas sobre a jogadora para minimizar o gesto. Também foram absolvidos os outros três acusados por esse último crime: o ex-treinador Jorge Vilda e dois ex-dirigentes da instituição.
Em seu primeiro depoimento no julgamento pela agressão sexual e possível coerção, no início de fevereiro, Rubiales afirmou que estava “totalmente seguro” de que a jogadora deu consentimento para o beijo.
— Perguntei se podia te dar um beijinho e ela disse ‘vale’, isso foi o que aconteceu. O que aconteceu não teve nenhuma importância, nem para mim, nem para ela — declarou Luis Rubiales, na ocasião.
O ex-presidente da Federação Espanhola de Futebol também se defendeu após ser acusado de comportamento violento. Segundo Rubiales, “isso não tem nada a ver” e o beijo foi apenas um gesto de carinho com a jogadora.
Tudo começou no dia 23 de agosto de 2023, quando as jogadoras da seleção feminina espanhola, após conquistarem a Copa do Mundo em Sydney, foram ao pódio receber as medalhas. Rubiales, ao lado do Presidente da Fifa Gianni Infantino e da rainha consorte da Espanha Letizia, recepcionou as atletas.
Ao felicitar Hermoso, camisa 10 da equipe espanhola, Rubiales segura sua cabeça e lhe deu um beijo. O gesto gerou reações de indignação, rechaçadas pelo então chefe do futebol espanhol, que afirmou se tratar de “um selinho entre amigos celebrando” e que foi consentido.
Poucos dias depois, enquanto as condenações se multiplicavam tanto na Espanha quanto internacionalmente, Rubiales declarou em uma assembleia-geral extraordinária da federação que não renunciaria e disse ser vítima de um “falso feminismo”.
Ofendida pelas declarações, Hermoso rompeu o silêncio e afirmou em um comunicado ser “vítima de uma agressão, um ato impulsivo, machista, fora de lugar e sem nenhum tipo de consentimento” por parte dela.

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