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Pessoas com diabetes ou varizes precisam redobrar os cuidados e intercalar a diversão com pausas e alongamentos
A temporada de Carnaval de 2026 começou na sexta-feira (13), e muita gente com fantasia pronta e glitter na bolsa. Mas, no meio da animação, um problema comum pode fazer a festa terminar antes do esperado: dor nos pés, bolhas, calos e feridas causadas pelo excesso de caminhada e pelo uso de calçados inadequados.
“Sandálias e chinelos deixam os pés expostos e não oferecem amortecimento suficiente. Além disso, existe o risco de alguém pisar ou chutar seus dedos, por isso um calçado fechado oferece mais proteção”Glênio Minoru, ortopedista do Hospital de Base
Durante os dias de folia, é comum que os foliões andem longas distâncias, enfrentem sol forte, chuva e passem horas em pé. E, nesse cenário, os pés acabam sendo os primeiros a sofrer. Para evitar desconforto e conseguir aproveitar os blocos até o fim, alguns cuidados simples podem fazer toda a diferença.
O ortopedista Glênio Minoru, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), lembra que a escolha do calçado é um dos pontos mais importantes para quem quer curtir o Carnaval com segurança. “Sandálias e chinelos deixam os pés expostos e não oferecem amortecimento suficiente” orienta. “Além disso, existe o risco de alguém pisar ou chutar seus dedos, por isso um calçado fechado oferece mais proteção”.
De acordo com o médico, o ideal é usar tênis confortável, firme no pé, que não aperte e que já esteja amaciado. “Tênis novo costuma causar mais atrito e aumenta o risco de bolhas”, alerta. Ele compara o esforço do Carnaval a uma maratona, já que muitas pessoas passam horas caminhando e dançando sem descanso.
“O tênis reduz o risco de imprevistos, como correias arrebentadas e solado quebrado”, reforça. “Já saltos altos não são recomendados, porque aumentam muito o risco de torções em terrenos irregulares.”
Além do sapato certo, a recomendação é preparar o corpo antes da festa. Alongamentos e aquecimento ajudam a reduzir dores musculares e diminuir o risco de lesões. “Um aquecimento simples e alongamento das articulações já é um bom preparo; uma compressa morna antes de sair também pode ajudar”, indica Minoru.
A hidratação e a alimentação igualmente não devem ser esquecidas. Beber água regularmente e comer bem antes de sair são atitudes que ajudam a manter o corpo firme e evitam queda de pressão, cansaço extremo e mal-estar.
Depois da folia, algumas medidas podem aliviar o desconforto nos pés. Caso estejam inchados, a recomendação é mantê-los elevados e, se possível, fazer compressa com gelo. Isso ajuda a reduzir o inchaço e melhora a circulação.
Quando surgem bolhas, o alerta é claro: não as estoure. Isso porque a bolha funciona como uma proteção natural do corpo e, ao romper a pele, aumenta o risco de infecção. “O importante é proteger a região e eliminar a causa do problema, que normalmente é o atrito do calçado”, orienta o ortopedista. “O ideal é corrigir o sapato e cobrir a área”.
Em geral, bolhas e calos não evoluem para algo grave, explica o especialista; contudo, se houver vermelhidão intensa, escurecimento ou sinais de pus, é importante procurar orientação médica. Esse cuidado deve ser ainda maior em pessoas com doenças como diabetes ou varizes.
“Essas pessoas são mais suscetíveis a desenvolver lesões que podem evoluir para quadros mais graves,então precisam redobrar os cuidados e não exagerar”, explica o ortopedista Wladimir Querubino, do Hospital de Base do DF. Segundo ele, o ideal é não ficar muitas horas seguidas com as pernas para baixo. “Depois de dançar, sente-se um pouco, descanse e alongue as pernas”, indica.
Se houver dor intensa, inchaço persistente ou sinais de infecção, como vermelhidão forte, aumento da temperatura no local, presença de secreção ou feridas que não cicatrizam, principalmente em pessoas com diabetes ou varizes, a recomendação é buscar atendimento médico o quanto antes.
Durante o Carnaval, a orientação é procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou um hospital, caso os sintomas sejam mais graves. Fora do período de feriado, a população também pode buscar orientação na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência.
*Com informações do IgesDF

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