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Everton Rodrigues Cacau já foi preso duas vezes, chegou a usar tornozeleira eletrônica mas, mesmo assim, continua a cometer crimes Reprodução Equipes da 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) cumpriram mandado de busca contra um homem de 37 anos formado em tecnologia da informação (TI) que persegue, há seis anos, uma mulher. Everton Rodrigues Cacau […]
Everton Rodrigues Cacau já foi preso duas vezes, chegou a usar tornozeleira eletrônica mas, mesmo assim, continua a cometer crimes

Equipes da 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) cumpriram mandado de busca contra um homem de 37 anos formado em tecnologia da informação (TI) que persegue, há seis anos, uma mulher. Everton Rodrigues Cacau já foi preso duas vezes, usou tornozeleira eletrônica mas, mesmo assim, continua a cometer crimes. Mesmo com todas as medidas cautelares, o stalker segue ameaçando e perseguindo a vítima.
Nesta segunda-feira (12/9), o stalker foi alvo de mais uma investida da polícia, no momento em que estava em casa, no Riacho Fundo. Desta vez, os investigadores apreenderam uma série de equipamentos eletrônicos usados por Everton para perseguir e ameaçar a vítima por meio da internet. Como a mulher o bloqueou de todos os perfis, o criminoso passou a enviar e-mail ameaçadores com filmes onde personagens são sequestrados e mantidos em cativeiro.
Em 14 de fevereiro deste ano, Everton já havia sido preso, em flagrante, por policiais da Seção de Atendimento à Mulher (SAM) da 5ª DP. De acordo com as investigações, o suspeito tinha clara obsessão pela mulher, chegando ao ponto de ameaçar levá-la para um cativeiro e ainda marcar terapia de casal sem nunca ter mantido qualquer tipo de relacionamento com a vítima.
Antes da primeira prisão, Rodrigues trabalhava em uma empresa de tecnologia na Asa Norte. A vítima era recepcionista no mesmo local. Em 2016, logo quando começou no emprego, a jovem percebeu que o técnico em TI passou a demonstrar interesse por ela.
Na época, a vítima namorava e cortou as investidas do assediador. De acordo com relatos da recepcionista, nos almoços da empresa, ele tinha o costume de encará-la e deixá-la constrangida, ao ponto de fazê-la ir embora. Segundo os depoimentos da vítima à PCDF, sempre que o técnico passava pela recepção costumava falar palavras impróprias ou fazer gestos que a constrangiam.
Com isso, a jovem começou a ignorá-lo. “Então, ele passou a mandar mensagens por meio de SMS e WhatsApp, mas foi bloqueado”, disse a vítima aos policiais. O incômodo da recepcionista foi tanto, que o diretor comercial da empresa chegou a fazer várias reuniões com o perseguidor e a vítima. Em 2019, o técnico deixou o serviço e, finalmente, a mulher teve um período de sossego, mas não demorou muito. Em determinado dia, ela passou a receber ligações de números desconhecidos usados pelo suspeito.
Por causa da situação, ela se mudou para casa dos pais, na Bahia, onde ficou aproximadamente por um ano. Mesmo em outra unidade da Federação, o stalker continuou perseguindo a vítima por meio de telefonemas. A mulher retornou para Brasília em dezembro de 2021.
Depois que o perseguidor descobriu que a jovem estava morando novamente na capital federal, a vítima não teve mais sossego. “Ele passou a me perseguir diariamente, mandando mensagens por meio de perfis falsos que criou, ligando o dia inteiro”, contou. O técnico ameaçou a antiga colega de trabalho por diversas vezes, dizendo que iria sequestrá-la e levá-la para um cativeiro.
A recepcionista esclareceu não ter aguentado mais as ameaças e perseguição e registrou boletim de ocorrência na PCDF. Mesmo preso, o stalker disse aos policiais na delegacia que não deixaria de perseguir a vítima e tão logo fosse solto permaneceria ligando e mandando mensagens para o celular dela.

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