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Revista americana FinTech Magazine publicou ranking que se baseia em critérios como inovação e impacto nos mercados em que cada uma dessas empresas atua
Cinco executivos de fintechs que foram criadas ou têm forte atuação no Brasil foram incluídos no ranking de 2026 dos 100 maiores líderes globais dessas empresas elaborado pela revista americana FinTech Magazine.

Para elaborar esse levantamento, a publicação define como critérios a inovação trazida por essas fintechs, provocando disrupção nos setores em que atuam, além de escala de mercado, práticas ESG e desempenho de mercado.
Do Brasil, cinco CEOs são citados entre os maiores líderes: David Vélez, do Nubank, na 5ª colocação; Pedro Franceschi, da Brex, no 29º lugar; Marcelo Kalim, do C6 Bank, em 34º lugar; Pedro Arnt, da dLocal, em 36º lugar e em 70º lugar aparece Marciano Testa, da Agi Inc, dona do Agibank.
No primeiro lugar do ranking, a revista colocou Pony Ma, CEO da Tencent, um conglomerado de tecnologia multinacional chinês, fundado em 1998 e sediado em Shenzhen. Além de atuar no setor de games, a Tencent controla o WeChat, o aplicativo mais popular da China, que é usado para troca de mensagens, pagamentos e serviços diários, como compra de ingressos nos cinemas. A Tencent possui participações em centenas de empresas de tecnologia, entretenimento e comércio eletrônico em todo o mundo.
Fundado em 2013 por David Vélez, Cristina Junqueira e Edward Wible, o Nubank é citado como uma fintech que ajudou a desburocratizar, simplificar e reduzir os custos do sistema bancário brasileiro. A revista destaca que a empresa expandiu-se para além do Brasil, chegando ao México e à Colômbia, e alcançou a marca de mais de 90 milhões de clientes sob o comando de Vélez, realizando sua oferta pública inicial de ações na Bolsa de Valores de Nova York em dezembro de 2021.
Para a revista, o Nubank e seu CEO revolucionaram o setor bancário tradicional na América Latina, estabelecendo novos padrões para o mercado global de fintechs. Seu sucesso, diz a revista, é creditado à filosofia centrada no cliente, inovação tecnológica e compromisso com a inclusão financeira, transformando-se na maior fintech da região, oferecendo contas completas, investimentos, empréstimos pessoais e serviços para pequenas empresas. Vélez nasceu na Colômbia, mas construiu sua carreira e o Nubank no Brasil.
A Brex é uma fintech de gestão de despesas corporativas e cartões de crédito para empresas, fundada em 2017 no Vale do Silício pelos jovens empreendedores brasileiros Pedro Franceschi e Henrique Dubugras. Ela foi vendida em janeiro deste ano para a gigante bancária americana Capital One por US$ 5,15 bilhões. O cofundador Pedro Franceschi, citado pela revista, continua à frente da operação. Franceschi, diz a FinTech Magazine, ganhou notoriedade aos 13 anos após realizar o desbloquear o código operacional do iPhone3 por conta própria.
O CEO da empresa é reconhecido por sua disrupção nos serviços financeiros para empresas e gestão de despesas nos com tecnologia ágil. A FinTech Magazine destaca o papel de Franceschi na evolução da Brex como uma potência em serviços financeiros B2B. A publicação aponta sua liderança no desenvolvimento de uma plataforma unificada de cartões corporativos e gestão de despesas em tempo real, desde a fundação da empresa em 2017.
A revista destaca que a atuação de Marcelo Kalim, do C6 Bank, é responsável pela consolidação da fintech como um banco digital completo, diversificando a oferta de produtos e atraindo clientes de alta renda. Para a FinTech Magazine, foi a a habilidade de Kalim que levou o C6 Bank a ganhar escala, numa plataforma com mais de 90 produtos. A revista lembra que ele atuou por duas décadas no BTG Pactual.
A publicação lembra que, em 2021, o JP Morgan fez um investimento estratégico na fintech ficando com 40% do C6 (percentual elevado para 46% em 2023), garantido por Kalim. Com um perfil discreto, o CEO do C6 levou a fintech a alcançar 25 milhões de clientes e ter um dos maiores crescimento do mundo no setor.
Fundada no Uruguai, no início de 2016, a dLocal é uma processadora de pagamentos cross-border (transfronteiras) que conecta comerciantes globais como Amazon, Google, Facebook, Shoppe e Alibaba para que recebam pagamentos de comrciantes de 40 países nas regiões da América Latina, Ásia-Pacífico, Oriente Médio e África. A fintech, que tem sua maior operação no Brasil, atua especificamente em mercados emergentes e tem ações negociadas na Nasdaq, a bolsa de empresas de tecnologia americana.
Seu CEO, o brasileiro Pedro Arnt, tem mais de 25 anos de experiência em estratégia e operações financeiras e chegou à dLocal em 2023. A revista destaca a passagem de 24 anos do executivo pelo Mercado Livre, onde consolidou sua carreira no setor financeiro, tendo atuado também pelo The Boston Consulting Group. Atualmente, ele integra o conselho de administração da empresa europeia Allegro.eu, e atua como assessor executivo da Riverwood Capital.
Marciano Testa, CEO e fundador do Agibank, controlado pela Agi inc, é destacado pela revista como um profissional que cresceu numa família de trabalhadores do Rio Grande do Sul e fundou sua fintech em 1999, enquanto ainda era estudante, para oferecer crédito. Transformou-se num dos maiores bancos digitais do Brasil, levando à abertura de seu capital na Bolsa de Nova York, este ano.
Testa levou o Agibank ao crescimento acelerado ao apostar em um modelo de negócio híbrido que une atendimento físico e tecnologia, focado no público de baixa renda e em correntistas menos digitalizados.
BS20260923144929.1 – https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2026/09/23/saiba-quem-sao-os-cinco-ceos-de-fintechs-que-atuam-no-brasil-que-estao-entre-os-cem-maiores-lideres-do-setor.ghtml

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