
Rombo fiscal: contas públicas fecham agosto com saldo negativo de R$ 10 bilhões
Valor é melhor que o de agosto de 2025, que teve perda de R$ 17,3 bi
Saldo positivo do emprego formal nos últimos 12 meses é de 887,7 mil postos

O mercado formal de trabalho registrou em agosto a geração líquida de 165.827 empregos, número que equivale ao total de contratações menos o total de demissões. O resultado representa pequena alta em relação ao registrado no mesmo período de 2025, que foi 154.683.
Segundo os dados divulgados nesta terça-feira, entre janeiro e agosto deste ano foram abertas 1,134 milhão de vagas com carteira assinada, considerando dados consolidados no período. Esse é o menor resultado acumulado desde 2020, quando foram fechados 1 milhão de postos no auge da pandemia da Covid 19.
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram publicados pelo Ministério do Trabalho nesta terça-feira.
Ao divulgar os dados, o secretário-executivo do Ministério, Francisco Macena, afirmou que o resultado do emprego formal em agosto foi uma surpresa, diante do ritmo de desaceleração das contratações. Ele citou recuperação do comércio varejista e a manutenção do nível do emprego nos setores da indústria e do comércio em agosto.
— O emprego continuou crescendo, apesar de um ritmo inferior — disse Macena, citando que o desempenho seria melhor sem os juros elevados e o tarifaço dos Estados Unidos contra os produtos brasileiros.
Entre os setores que puxaram a geração de vagas em agosto estão serviços, com 110.346 postos, seguido por construção civil, que respondeu por 20.848 e indústria, com 16.613. O comércio abriu 16.565 vagas e agropecuária, 1.452.
O salário nominal de admissão subiu 5,0% na comparação interanual, bem abaixo da média de 6,0% observada entre janeiro e julho. O salário nominal de desligamento avançou 5,5% na mesma base, também aquém da média de 6,1% registrada nos sete meses anteriores. Em termos reais, o salário médio de admissão recuou 0,1% na margem, enquanto o salário médio de desligamento avançou 0,5% mês contra mês.
A expectativa do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, é que o ano de 2026 termine com a geração em torno de 1 milhão de postos de trabalho. A criação de empregos nos últimos meses do ano, como dezembro, tem forte impacto sazonal, como o desligamento de trabalhadores temporários, sobretudo no comércio. Nos últimos doze meses, foram criados 887.708 postos.
Rodolfo Margato, economista da XP, disse em relatório que há sinais adicionais de arrefecimento gradual — e não de contração — no mercado de trabalho. Ele projeta que o ritmo mensal médio de criação de empregos formais cairá de aproximadamente 110 mil em 2025 para 75 mil em 2026.
Antonio Ricciardi, economista do Banco Daycoval, disse que o Caged mostrou um desempenho mais forte do que o esperado.
– Quando a gente pega a história do Caged no ano, ainda é de dados fracos no mercado de trabalho formal. E, principalmente, quando a gente olha a média móvel trimestral dessa série de saldo de vagas, ela ainda está abaixo das 100 mil vagas, isso na série com ajuste sazonal, mostrando a fraqueza do mercado formal – disse.
Para ele, o mercado de trabalho não mostra ter uma queda abrupta, pelo menos no terceiro trimestre, e tende a ter uma desaceleração gradual até o final do ano.
BS20260929173015.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/09/29/brasil-gera-165-mil-empregos-em-agosto-alta-de-125percent-em-relacao-a-2025.ghtml

Valor é melhor que o de agosto de 2025, que teve perda de R$ 17,3 bi

Período corresponde, aproximadamente, ao tempo do nascimento até que os animais estejam prontos para o abate. Autoridade falou em audiência o Parlamento Europeu

Lei atualiza subvenções federais e reorganiza cobertura

Cerca de 412 mil contribuintes recebem R$ 1,26 bilhão