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Capital concentra 27 casos da doença; 22 dos pacientes não estavam vacinados ou tinham esquema de imunização incompleto

O estado de São Paulo chegou a 30 casos confirmados de sarampo em 2026, informou nesta quarta-feira (9) a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). Os dois novos registros são de crianças menores de dois anos, moradoras da capital, e haviam sido notificados em agosto. Os casos foram incluídos no balanço após a confirmação dos resultados laboratoriais.
A capital concentra a maior parte das ocorrências, com 27 casos. Outros dois foram registrados em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Dos 30 pacientes, 22 não tinham registro de vacinação contra o sarampo ou apresentavam esquema vacinal incompleto.
Segundo a secretaria, os dois casos confirmados nesta semana fazem parte de cadeias de transmissão já identificadas e monitoradas pelas equipes de vigilância epidemiológica.
Ao todo, quatro cadeias de transmissão foram identificadas no estado neste ano. A primeira ocorreu entre março e abril e estava associada a dois casos importados. Ela foi considerada encerrada após 12 semanas sem novos registros relacionados.
As cadeias identificadas em junho, julho e agosto continuam sob acompanhamento das equipes estaduais e municipais. O trabalho inclui investigação dos casos, identificação e monitoramento de contatos e avaliação da necessidade de vacinação e de outras medidas de controle.
Diante do aumento de casos, a SES-SP recomenda que a população verifique a situação vacinal e procure a unidade de saúde mais próxima para atualizar a imunização. Em agosto, foi realizada uma campanha ampliada de vacinação em Guarulhos e São Bernardo do Campo, municípios que concentraram notificações da doença. Mais de 2,5 milhões de doses de vacinas foram aplicadas no estado durante o mês.
Para crianças, o calendário prevê a primeira dose da vacina contra o sarampo aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Pessoas de 15 meses a 29 anos devem ter duas doses registradas, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. De 30 a 59 anos, é necessário ter pelo menos uma dose registrada na caderneta. Trabalhadores da saúde devem ter duas doses, independentemente da idade.
A SES-SP também mantém a chamada dose zero da vacina tríplice viral para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias que vivem nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A aplicação também pode ser indicada para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo, conforme avaliação da vigilância epidemiológica.
A dose zero, porém, não substitui as doses previstas no calendário. Mesmo vacinada antes de completar 1 ano, a criança deve receber a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
(Com informações de Agência Brasil)
BS20260909200433.1 – https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/09/09/sao-paulo-chega-a-30-casos-de-sarampo-em-2026-dois-novos-registros-sao-de-criancas.ghtml

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