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Pacientes foram contaminados durante viagem na Europa; Brasil segue sem casos de transmissão local desde 2022
O Centro de Vigilância Epidemiológico (CVE) da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo (SES-SP) emitiu um alerta em que reforça a importância da vacinação contra o sarampo após a identificação de dois casos importados da doença na capital paulista no mês de outubro.
Com isso, o país registrou até agora quatro casos importados da infecção em 2024. O primeiro, em janeiro, foi identificado no Rio Grande do Sul, proveniente do Paquistão. Já em agosto, Minas Gerais confirmou a doença em um paciente que veio da Inglaterra.
Os dois novos casos são de um casal de adultos, de 35 e 37 anos, que viajaram a três países europeus entre os dias 21 e 28 de setembro. De acordo com o documento do CVE, eles foram alertados por autoridades italianas sobre a exposição a um caso confirmado de sarampo durante o voo que realizaram de Portugal à Itália, no dia 21.
No Brasil, após desenvolverem sintomas, ambos procuraram atendimento médico e relataram a exposição ao paciente infectado. Os testes PCR confirmaram o sarampo. O homem não tinha histórico de vacinação documentada e apresentou exantema, um tipo de erupção cutânea, no dia 7 de outubro. Já a mulher havia sido imunizada em 2019, mas também desenvolveu o sintoma no mesmo período.
No alerta, o CVE afirma que “profissionais de saúde devem considerar o sarampo como suspeita em qualquer pessoa com febre e erupção cutânea maculopapular generalizada, associada a tosse, coriza ou conjuntivite, investigando se apresentam histórico de deslocamentos”.
Em nota, a diretora do CVE, Tatiana Lang, explica que o sarampo é uma doença viral, altamente transmissível, que pode ter uma apresentação grave e até levar à morte: “A transmissão ocorre pela tosse, fala, espirro ou pela aspersão de gotículas de saliva de uma pessoa doente. A vacinação é a maneira mais efetiva de evitar a infecção”.
O Brasil chegou a conquistar o certificado de eliminação do sarampo em 2016, depois de uma campanha de vacinação bem sucedida que levou aos últimos diagnósticos confirmados em 2015. Nos dois anos seguintes, o país permaneceu sem registrar novos casos da doença.
No entanto, em 2018, o vírus voltou a circular no Brasil e provocar surtos, com um total de quase 10 mil infecções. Segundo dados do DataSUS, na época a cobertura com as duas doses da tríplice viral, imunizante que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, estava pelo quarto ano seguido abaixo de 80% – distante dos 95% preconizados pela pasta.
Em 2019, os casos da doença explodiram, chegando a cerca de 21 mil no ano. Com os novos surtos e a circulação da mesma versão do patógeno por mais de um ano, o Brasil perdeu a certificação. Em 2020, a incidência continuou alta, porém diminuiu com as medidas de isolamento social impostas pela pandemia de Covid-19.
O número continuou a recuar nos anos seguintes e, desde 2022, não há mais novos diagnósticos que tenham sido contraídos dentro do Brasil – todos os registros foram de indivíduos que vieram do exterior. No ano passado, porém, não foram identificados nem mesmo casos importados.
O governo tem atuado para recuperar o certificado de livre do sarampo. Em 2022, lançou o Plano de Ação para Interrupção do Sarampo, com a prioridade de eliminar surtos que estavam em andamento em quatro estados – Amapá, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo. Neste ano, em maio, recebeu a visita da Comissão Regional de Monitoramento e Reverificação da Eliminação do Sarampo, Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita na Região das Américas e do Secretariado da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
No entanto, Tatiana Lang, do CVE, reforça que a detecção do vírus em território nacional deve servir de alerta à população sobre o risco de transmissão local e de disseminação para novas áreas. O cenário poderia levar o país a registrar, novamente, surtos significativos do patógeno.
As autoridades destacam que a principal forma de prevenir a volta da doença é manter a vacinação em dia. O imunizante, que está disponível na rede pública, é aplicado a partir do primeiro ano de vida. No calendário da criança, a primeira dose é orientada aos 12 meses, e a segunda, aos 15. O PNI oferece ainda a proteção de forma gratuita para pessoas mais velhas que não tenham sido vacinadas.
Para aqueles com até 29 anos, o esquema é feito em duas doses no intervalo de ao menos um mês entre elas. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda que sejam no máximo dois meses de espera. Já para adultos entre 30 e 59 anos que não tenham sido protegidos previamente, a vacinação é feita com apenas uma dose.

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