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Vini Jr, Rayan, Paquetá e Danilo Santos se destacam, e Brasil atropela com Igor Thiago e Casemiro completando o placar em jogo com observações importantes

Se a ideia era ter um adversário mais tranquilo para embalar em clima de festa na busca do hexa na Copa do Mundo, a seleção brasileira conseguiu cumprir a tarefa diante do Panamá, neste domingo, no Maracanã. O Brasil goleou por 6 a 2, o estádio foi palco de uma boa sinergia entre torcedores e a equipe nacional, e de quebra ainda ovacionou Neymar, que, machucado, deu o ar da graça no gramado para retribuir o carinho. Mas em meio à festa com gols de Vini Jr, Casemiro, Rayan, Paquetá, Igor Thiago e Danilo Santos, também houve momentos de certa apreensão em virtude da atuação coletiva do primeiro tempo, quando os times titulares estavam em campo.
Com a base da equipe que deve estrear na Copa do Mundo, a seleção teve um pouco mais de dificuldades. Quando Ancelotti trocou quase o time toco no segundo tempo, a soma de talentos produziu efeitos imediatos em termos de qualidade, força e gols, diante de um adversário todo modificado também.
Mesmo contra uma equipe teoricamente mais fácil, a formação titular utilizada por Ancelotti primou por um sistema de jogo reativo, com as linhas baixas quando o time não ficava com a bola, e a opção por um jogo vertical quando ela era recuperada. Não à toa Vini Jr, autor de um gol relâmpago e da jogada do segundo, de Casemiro, foi a peça mais importante do primeiro tempo no esquema da seleção. Sem sofrer tanto, a defesa teve dificuldade de sair de pé em pé e ligou o alerta para jogos mais complicados.
No lance do primeiro gol, Casemiro recuperou a bola e serviu Vini Jr, que arrancou e finalizou com categoria. A pressão na saída de bola por parte do Brasil aconteceu no início e em momentos específicos. Quando o Panamá empatou o jogo, de falta, com Murrilo, aproveitando desvio na barreira, o equilíbrio das ações com bola tomou conta da partida. E quando os visitantes esticavam passes nas costas da defesa, causavam perigo. Léo Pereira sofreu com isso do lado esquerdo e chegou a ser vaiado.
Passada a empolgação do início com gol, o Brasil ficou incomodado. E teve dificuldades de sair em transição. A solução foram as bolas longas para os pontas e para Matheus Cunha pelo alto. Quando havia algum espaço, as triangulações como Vini pela esquerda e Wesley pela direita fluíam timidamente. Mas o meio-campo esteve desconectado em um sistema 4-2-4 que sobrecarregou Bruno Guimarães e Casemiro. O camisa cinco, porém, aliviou a situação com o segundo gol. Vini Jr, mais uma vez em boa jogada, teve papel de protagonista e achou o volante entrando na área para desviar de cabeça. Apesar do impedimento marcado, o lance foi revisado.
No segundo tempo, a festa ganhou novas cores com as entradas de uma formação toda reserva, com a presença de Lucas Paquetá, do Flamengo, Danilo Santos, do Botafogo, e Rayan, ex-jogador do Vasco. O trio fez a diferença, preenchendo melhor o meio-campo. Primeiro, Rayan, que acertou um lindo chute por cobertura da linha da lateral, quando o Panamá errou a saída de bola. Logo depois, foi a vez da jogada mais bonita da partida. Danilo Santos rolou para Douglas Santos na esquerda, fez o corta luz quando recebeu de volta, e deixou Paquetá livre para acertar o canto.
Em seguida foi a vez de Igor Thiago fazer linda jogada individual e sofrer pênalti, que ele mesmo converteu. Com sobra no placar, o Brasil ainda ampliou com Danilo Santos, que recebeu passe de Paquetá. No fim, Murrilo fez um golaço de consolação para o Panamá, mas longe de estragar a festa. A cada gol, o Maracanã explodia e os jogadores contagiavam a torcida, que vibrou bastante também nos lances de Endrick e terminou o jogo mais uma vez cantando pela volta de Neymar.
BS20260531233436.1 – https://extra.globo.com/esporte/noticia/2026/05/selecao-se-despede-rumo-a-copa-com-festa-no-maracana-em-goleada-sobre-o-panama-e-show-do-futebol-carioca.ghtml

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