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Retração das atividades de informação e comunicação compensou avanço dos demais ramos e freou resultado
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O setor de serviços ficou novamente estável em julho, na comparação com o mês anterior, quando havia variado 0,1%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira.
Das cinco atividades pesquisadas, quatro tiveram alta em julho. O avanço, porém, foi insuficiente para puxar o resultado para cima. O motivo foi a queda de 2,5% do setor de informação e comunicação, segmento que tem peso relevante no índice e mais que compensou os avanços dos demais ramos.
Luiz Carlos Junior, analista da pesquisa do IBGE, evita falar em mudança de trajetória ou reversão de tendência para o segmento de informação e comunicação, que tem peso de 23,46% na pesquisa, e segue apresentando dinamismo importante ao longo do ano, muito puxado pelos serviços de TI.
Ao mesmo tempo, o analista do IBGE reconhece que a queda de 1,4% acumulada no ano pelo segmento de transportes – o de maior peso na pesquisa, com participação de 36,40% – também vem pressionando o resultado geral. Segundo ele, o setor rodoviário vem sendo impactado pelo aumento do custo do óleo diesel em meio à guerra no Oriente Médio.
— O setor (de serviços) estagnou no ponto mais alto da série — afirma. — Outros serviços tem mantido o comportamento de lateralidade, enquanto alguns tem dinamismo. Essas forças se anulam e dão o tom do por quê desse comportamento do setor de serviços desde outubro de 2025 andando muito próximo do histórico observado naquele mês.
Embora sem crescimento em julho, o setor continua próximo do maior nível da série histórica. O volume de serviços está apenas 0,2% abaixo do pico alcançado em outubro do ano passado.
No ano, o avanço de 1,9% foi sustentado principalmente pelo segmento de informação e comunicação, que cresceu 6,5%, puxado por atividades como telecomunicações, consultoria em tecnologia da informação, hospedagem na internet e desenvolvimento de softwares.
Os serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram alta de 2,4%, enquanto os serviços prestados às famílias cresceram 2,2%. Em sentido contrário, os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio recuaram 1,4% no acumulado do ano. Outros serviços tiveram queda de 0,1%.
Em julho, segundo o IBGE, o setor de transportes avançou 0,4%, puxado pelo transporte de passageiros, favorecido pelo período de férias. Já os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 0,6%, com destaque para atividades como locação de automóveis, serviços de engenharia e agências de viagens.
Também houve alta de 0,7% em outros serviços e de 0,5% nos serviços prestados às famílias. Na outra ponta, a queda de atividades de tecnologia da informação, dentro de informação e comunicação, e de seleção de mão de obra, nos serviços profissionais, administrativos e complementares, ajudou a limitar o resultado do setor.
As atividades turísticas tiveram desempenho melhor em julho, mês de férias escolares. O volume do setor cresceu 2,7% em relação a junho e recuperou parte da queda de 4% registrada entre maio e junho.
São Paulo teve alta de 3,5% no mês, enquanto Bahia e Paraná avançaram 8,6% e 6,7%, respectivamente. Minas Gerais registrou crescimento de 2,8%.
O transporte de passageiros cresceu 2,9% em julho, na comparação com junho, recuperando parte da queda acumulada de 4,6% nos dois meses anteriores. Já o transporte de cargas avançou 1% no mês, após ficar estável em junho.
Na comparação com julho de 2025, porém, o transporte de passageiros recuou 7,4%, no quarto resultado negativo consecutivo. O transporte de cargas caiu 1,1%.
BS20260910120114.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/09/10/setor-de-servicos-fica-estagnado-pelo-segundo-mes-seguido-diz-ibge.ghtml

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