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Personagem central da obra é uma artista cujo trabalho, feito de material que as pessoas normalmente descartam, chama atenção para a devastação da natureza A escritora e professora Ana Mago realiza nesta sexta-feira (10), um antigo sonho: o lançamento do livro Severina dos Bichos – Arte em Feitio de Alerta. O evento, que contará com a […]
Personagem central da obra é uma artista cujo trabalho, feito de material que as pessoas normalmente descartam, chama atenção para a devastação da natureza
A escritora e professora Ana Mago realiza nesta sexta-feira (10), um antigo sonho: o lançamento do livro Severina dos Bichos – Arte em Feitio de Alerta. O evento, que contará com a presença da personagem inspiradora do nome da obra, será nesta sexta (10), às 19h, na Livraria Circulares, na CLN 113. O projeto de criação do livro recebeu R$ 80 mil do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec). Ana explicou que, com esses recursos, foi possível gerar dez empregos.

O livro conta a história da mãe de Ana, a artista potiguar Severina Gonçalves, que desde os cinco anos de idade produz esculturas de bichos a partir de produtos como fios de cobre, arame de televisão, flocos de pé de algodão, embalagens de frutas e de pão, fios de persiana, palha, garrafa – um pouco de tudo que, para muita gente, é lixo.

Severina, que com sua arte ajudou o marido no sustento dos oito filhos, lança luz à temática que reflete o futuro do planeta e do meio ambiente. “Representa um gesto poético salvador, um pedido de perdão coletivo, um manifesto artístico”, define a produtora executiva do projeto do livro, Luana Marques. Severina, enfim, retrata a natureza, tão ameaçada.

O trabalho de Severina já foi exposto nas galerias Pé Vermelho e deCurators, integrou mostras e ensaios acadêmicos de arte contemporânea e, hoje, tem exemplares em coleções nacionais de arte. Em Planaltina, onde mora, Severina segue exercendo seu talento.
“Minha mãe continua produzindo aos 83 anos”, conta Ana. “Tenho lembranças dela vendendo as peças quando eu era criança e a acompanhava. Ela ressignifica os materiais. Estou muito feliz em escrever esse livro, que conta a vida dela”.

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