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Magistrado responde processo administrativo disciplinar instaurado pelo tribunal para apurar denúncias feitas por mulheres

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai julgar nesta quinta-feira o processo administrativo disciplinar que pode resultar na perda do cargo do ministro Marco Buzzi com um plenário reduzido. Embora a Corte seja composta por 33 ministros, apenas 28 devem participar da sessão.
As cinco ausências têm motivos distintos. Uma delas decorre do próprio processo: Buzzi, por ser o investigado e por estar afastado desde fevereiro, não participa do julgamento.
Outra vaga permanece aberta desde a aposentadoria do ministro Antônio Saldanha Palheiro, em maio. A cadeira ainda não foi preenchida.
Também ficará de fora a ministra Isabel Gallotti, que se declarou suspeita para atuar no processo administrativo disciplinar.
O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, também não participará da sessão. Como exerce atualmente a função de corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ele está afastado da jurisdição no STJ durante o mandato.
A quinta baixa é o ministro Og Fernandes, diagnosticado com Covid-19. Em razão da infecção, ele não deve participar do julgamento.
Com isso, o processo deverá ser decidido por 28 ministros. A expectativa nos bastidores é de que a maioria acompanhe o voto do relator, ministro Luís Felipe Salomão.
Marco Buzzi responde a um processo administrativo disciplinar instaurado pelo STJ para apurar denúncias de assédio e importunação sexual. O procedimento reúne duas acusações: a de uma jovem que afirma ter sido vítima de importunação sexual durante uma viagem ao litoral de Santa Catarina e a de uma ex-servidora do gabinete do ministro, que o acusa de assédio sexual. Buzzi nega as acusações e sustenta que é inocente.
Se a pena máxima for aplicada, Marco Buzzi se tornará o primeiro ministro da história do STJ a perder o cargo em um processo administrativo disciplinar por assédio sexual. Caso ele seja condenado, já será aplicada a nova regra aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta semana. O colegiado, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que extinguiu a aposentadoria compulsória como punição a juízes envolvidos em irregularidades, regulamentou um novo formato de punição máxima, chamada de disponibilidade . Ela consiste no afastamento do cargo, com o pagamento de vencimentos proporcionais ao tempo de serviço. A diferença é que ela está associada a uma discussão sobre a possível perda de cargo, que será feita posteriormente.
BS20260806030021.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/08/06/stj-julga-caso-sobre-assedio-sexual-de-ministro-marco-buzzi-com-cinco-baixas-entenda.ghtml

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