
Campanha de Lula monitora prisão de vereador do PT suspeito de ligação com PCC e teme que caso seja explorado por Flávio
Episódio pode abrir flanco para senador do PL reforçar ataques que tentem vincular petistas ao crime organizado

Benefícios somados ao salário não cumprem teto constitucional

Foto: Antonio Augusto/STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta quarta-feira (25) o julgamento sobre as decisões que suspenderam o pagamento de penduricalhos nos Três Poderes, benefícios que são concedidos a servidores públicos e que, somados ao salário, não cumprem o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.

O caso começou a ser analisado no mês passado, mas foi suspenso para aguardar o resultado dos trabalhos de uma comissão criada pelo Supremo para avaliar a possibilidade de adoção de regras de transição para as verbas extrateto.
Na sessão de hoje, será iniciada a votação que vai decidir se as decisões individuais dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que suspenderam os pagamentos, serão mantidas pelo plenário.
No dia 5 de fevereiro, Dino determinou a suspensão dos penduricalhos que não estão previstos em lei. A decisão deve aplicada pelos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, nas esferas federal, estadual e municipal, que terão prazo de 60 dias para revisar e suspender o pagamento dessas verbas indenizatórias que não respeitam o teto.
Em seguida, Gilmar Mendes também suspendeu os pagamentos a juízes e membros do Ministério Público.
A comissão criada para analisar os pagamentos dos penduricalhos encerrou os trabalhos nesta semana. De acordo com nota elaborada pelos técnicos que fazem o diagnóstico, o Judiciário e o Ministério Público pagam cerca de R$ 17 bilhões em penduricalhos acima do teto constitucional.
O relatório também recomendou o uso dos critérios utilizados pela Receita Federal para definir os pagamentos que podem ser considerados como verbas indenizatórias. Esse tipo de pagamento é responsável pelo descumprimento do teto.

Episódio pode abrir flanco para senador do PL reforçar ataques que tentem vincular petistas ao crime organizado

Devem ser analisados 25 recursos apresentados contra a decisão que fixou um limite para o pagamento de verbas indenizatórias a procuradores e magistrados de todo o País

Procurador-geral da República diz que informações iniciais sobre a apreensão da arma do ex-presidente não têm "concretude", por ora, para caracterizar falta disciplinar ou descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária

Parecer foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes
