
Desbloqueio do orçamento beneficia principalmente Cidades, Transportes e Fazenda
Decreto libera R$ 1,2 bilhão de emendas parlamentares

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse nesta terça-feira que “chegou a hora de levar a sério a revisão de gastos estrutural do Brasil, num momento em que o governo discute uma agenda de corte de despesas. — Não é possível mais resolver o problema fiscal no Brasil apenas pela ótica da receita — afirmou, […]
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse nesta terça-feira que “chegou a hora de levar a sério a revisão de gastos estrutural do Brasil, num momento em que o governo discute uma agenda de corte de despesas.
— Não é possível mais resolver o problema fiscal no Brasil apenas pela ótica da receita — afirmou, após se reunir com Fernando Haddad, ministro da Fazenda. — Já foi o momento de combater fraudes e erros, agora é hora de fazer revisão estrutural
Como mostrou O Globo nesta segunda, o Ministério da Fazenda planeja anunciar medidas estruturais de contenção de gastos após o segundo turno das eleições municipais, marcado para o próximo dia 27. A intenção é dar andamento à agenda liderada pela Secretaria de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas do Ministério do Planejamento, como ajustes nas regras de abono salarial, seguro-desemprego e Benefício de Prestação Continuada (BPC).
No entendimento da Fazenda, as medidas são necessárias para assegurar a retomada do grau de investimento até o fim do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2026. Esse discurso vai ser encampado pela pasta de Haddad como forma de convencer o presidente Lula e o Congresso Nacional da necessidade da agenda, além de tentar blindar as medidas.
O recado também é importante para o mercado, já que um eventual grau de investimentos do país pode melhorar o fluxo de aportes internacionais no país.
Os estudos miram aumentar a eficiência das políticas e do gasto público, mas são consideradas impopulares por mexer nas regras de benefícios sociais e assistenciais.

Decreto libera R$ 1,2 bilhão de emendas parlamentares

Caixa começou a creditar R$ 13,04 bi de ganhos a 138 mi de trabalhado

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