
Proibição das bets: 23 clubes vão ao STF contra a medida
Times de futebol estimam perdas de receitas milionárias com fim das apostas no país
Taxas registram forte redução desde segunda-feira, diante de dianteira de Flávio no primeiro turno e maior perspectiva de ajuste fiscal

O Tesouro Nacional vendeu nesta quinta-feira o total de R$ 33,28 bilhões em títulos prefixados (com taxas de rendimento fixadas no momento da venda) para vencimentos entre 2028 e 2037. O gestor da dívida nacional se aproveita da queda de juros no mercado financeiro para aumentar as captações.
Nas LTNs (Letras do Tesouro Nacional), o Tesouro arrecadou R$ 27,856 bilhões para vencimentos entre 2028, 2029 e 2032. Já com as NTN-Fs (Notas do Tesouro Nacional série F, que pagam juros semestrais), o órgão conseguiu vender R$ 5,427 bilhões em títulos com vencimento para 2031, 2033 e 2037.
Como o governo gasta mais do que arrecada, é preciso buscar recursos no mercado para cobrir essa diferença, e a venda de títulos da dívida é uma das possibilidades. Investidores emprestam dinheiro ao governo para, no futuro, receberem o valor investido e um acréscimo em juros.
De acordo com Sergio Goldenstein, ex-diretor do Departamento de Mercado Aberto do Banco Central e sócio da consultoria Eytse Estratégia, foi o maior leilão desde tipo de título desde dezembro de 2020, quando o Tesouro arrecadou R$ 44,3 bilhões em um único leilão.
— A ampliação expressiva da oferta sinaliza maior confiança do Tesouro na capacidade de absorção de títulos prefixados pelo mercado, em um ambiente de maior apetite por risco e redução dos prêmios de juros — disse Goldenstein.
Os juros futuros têm registrado forte queda nesta semana. Na segunda-feira, chegaram a reduzir mais de um ponto percentual em uma única sessão, movimento expressivo para um dia. Nesta quinta-feira, eles seguem em redução.
Na última terça-feira, o Tesouro Nacional já havia aproveitado o cenário de juros mais baixos e captou R$ 6,83 bilhões em títulos públicos atrelados à inflação, papéis que apresentavam dificuldade de atração diante das altas taxas. O volume captado pelo Tesouro foi quase duas vezes maior do que a média anual para leilões desse tipo, de R$ 3,5 bilhões.
Tudo se centra na expectativa de ajuste fiscal. Hoje, a trajetória crescente da dívida pública faz com que o governo precise oferecer rendimentos cada vez mais atraentes para conseguir honrar seus compromissos. Se houver uma revisão em seus gastos, a tendência é que esses juros diminuam.
O mercado vê na alternância de poder chances maiores de que o ajuste seja realizado. Daí o movimento de redução nos chamados “prêmios de risco” após o resultado eleitoral do domingo.
Ontem, em evento em São Paulo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a equipe econômica do candidato do PL tem vendido “pastel de vento” ao não mostrar como chegará aos resultados que almeja.
— Tenho dificuldade de entender essa euforia — disse o ministro, referindo-se ao comportamento do mercado financeiro após o primeiro turno das eleições.
Segundo Durigan, dizer que será possível fazer superávit fiscal sem mostrar como atingir isso de forma concreta é “vender ilusão”.
BS20261008182959.1 – https://extra.globo.com/economia/noticia/2026/10/tesouro-realiza-maior-venda-de-titulos-desde-2020-diante-de-queda-dos-juros-no-mercado-financeiro.ghtml

Times de futebol estimam perdas de receitas milionárias com fim das apostas no país

Senadores discutem ausência na sessão prevista para quinta-feira; base de Lula tenta acelerar tramitação para concluir análise antes do segundo turno presidencial

Justiça Federal aceitou denúncia do MPF contra 35 pessoas envolvidas no esquema

Apesar da preocupação, 62% dos entrevistados não têm previdência privada, segundo a Icatu Seguros