
Por não pagar indenização a Zambelli, jornalista perseguido em 2022 tem prisão decretada
Justiça de SP determina prisão em regime aberto do jornalista Luan Araújo."

Reportagem da piauí mostra transações atípicas de contas bancárias da influenciadora

A possível “prática de crimes financeiros, fiscais e de lavagem de dinheiro” tem feito a Polícia Federal a analisar com lupa as movimentações bancárias de Virginia Fonseca. Segundo reportagem publicada pela revista piauí no início desta semana, existe hoje uma investigação em curso sobre a influenciadora, a segunda mulher brasileira com mais seguidores no Instagram, num total de 56,9 milhões. Na frente dela, só Anitta, com 61,3 milhões.
Ainda de acordo com a publicação, Relatórios de Inteligência Financeira, produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), acenderam o alerta na corporação, ainda que Virginia tenha se livrado de qualquer indiciamento pela CPI das Bets, aberta em novembro de 2024 para investigar a atuação das empresas de apostas digitais no Brasil. O trabalho da comissão terminou em pizza em junho seguinte, sem produzir resultados efetivos naquela esfera. Virginia chegou a depor e sua participação e foi tietada por senadores como Jorge Kajuru (PSB-GO) e Cleitinho (Republicanos-MG).
Uma conta de uma empresa de Virginia, em sociedade com o atual ex-marido, Zé Felipe, chegou a receber, segundo o relatório, R$ 22,4 milhões, sendo 21,4 milhões, em mais de 40 transações via PIX. Chamou a atenção o fato de os valores terem sido depositados por uma firma localizada num um box alugado no interior de Santa Catarina e cujo tamanho não condiz com tal movimentação. A mesma coisa se deu com os créditos e os débitos da WPink, empresa de suplementos nutricionais dela — “o montante não condiz com o faturamento mensal documentado pela empresa”, diz a matéria da revista.
Esses dois são alguns dos exemplos de movimentações consideradas atípicas pela PF, o que podem indicar transações ilícitas em termos fiscais e financeiros. Advogados que representam a influenciadora negaram irregularidades, dizendo que as operações foram relatadas aos órgãos de controle.
A revista detalha também a história da We Pink, empresa que tem Virginia como sócia e principal garota-propaganda. A história começa com os serviços de sobrancelha da Pink Lash, do casal Samara Cahanovich Martins e Thiago Stabile. A empresa recebeu financiamento de Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como Japa do PCC e viúva de Wagner Ferreira da Silva, um dos integrantes da facção em Santos e assassinado num acerto de contas. O casal virou sócio de Karen, que afirma à reportagem da piauí que o capital inicial da empresa veio do “dinheiro de uma liderança da maior facção criminosa do Brasil”. Virginia, nessa época, estreitava os laços como cliente e garota-propaganda da marca.
Depois de um desgaste na sociedade, o casal Samara e Thiago comprou a parte de Karen na empresa e se associou ao chinês Chaopeng Tan para lançarem a We Pink, empresa de produtos cosméticos. Segundo Karen, Virginia é uma das três sócias. A empresa tem diversos pontos de venda no Brasil, alguns dos mais importantes sendo chefiados por nomes ligados a empresas de Bet, segundo investigações.
“Em relação aos meus sócios, tenho confiança, porque nunca me deram nenhum motivo para eu pensar o contrário, desde quando nos conhecemos”, disse Virginia à revista ao ser questionada se tinha conhecimento da origem da Pink Lash, que deu origem a We Pink, empresa que hoje já foi acionada pelo Ministério Público de Goiás por causa de reclamações dos consumidores e também pela Vigilância Sanitária de Goiás, que chegou a interditar um galpão da marca por más condições.
Além de detalhes das origens da fama de Virginia — ela era youtuber e DJ em Governador Valadares (MG) —, a piauí também mostra como funciona a rede de ativação digital do nome da influenciadora. No perfil Central de Fãs Virginia Fonseca, todo mês são postadas as metas para ajudá-la em engajamento. A ideia é que as pessoas façam vídeos e repercutam assuntos ligados a ela, e quem faz o melhor trabalho pode ganhar como recompensa likes da própria, produtos da We Pink e etc.
A matéria da piauí foi publicada numa semana em que o nome da influenciadora ganhou as manchetes com as vaias recebidas no Maracanã, no jogo da Seleção Brasileira contra o Panamá. A ex-namorada de Vini Jr. foi alvo de muitos torcedores, que berraram ofensas contra Virginia após um gol do craque. Ela definiu a situação como uma “humilhação pública”.
“A violência não é apenas física. Ela também aparece na humilhação pública. No ataque coletivo e constrangimento transformado em espetáculo”, diz uma mensagem compartilhada pela influencer por meio dos Stories no Instagram. Num texto escrito por ela, Virginia ressalta que “está cansada de ser julgada”. Detalhe: neste ano ela viveu situação parecida em sua estreia no carnaval carioca, quando desfilou como rainha de bateria da Grande Rio.
BS20260604070135.1 – https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2026/06/04/transacoes-atipicas-e-milhoes-em-pix-por-que-pf-investiga-virginia-fonseca-segundo-revista.ghtml

Justiça de SP determina prisão em regime aberto do jornalista Luan Araújo."

Amanda Maria Souza de Oliveira convenceu moradoras de Nova Iguaçu, em 2023, de que era uma menina de 12 anos vítima de magia negra operada pelo pai; investigação revelou que ela tinha 35 anos

O carro onde a advogada estava capotou entre duas regiões turísticas do país africano

Mudanças climáticas já afetam rotina nas cidades, diz pesquisa
