POLÍTICA

Um dia após condenação no STF, Eduardo pede a Trump que ‘reimponha’ sanções contra Moraes

18 de junho, 2026 | Por: Agência O Globo

STF condenou Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão por atuar nos EUA para tentar coagir ministros

Eduardo Bolsonaro pede sansões contra Alexandre de Moraes nas redes sociais — Foto: Reprodução

Um dia após ser condenado por unanimidade no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais pedindo ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ‘reimponha’ sanções contra o ministro Alexandre de Moraes. Eduardo foi condenado por coagir magistrados e articular sanções junto ao governo dos Estados Unidos contra o Judiciário brasileiro.

“Estou gravando este vídeo do meu carro porque estou no meio de um furacão. Ontem, o Supremo Tribunal Federal do Brasil me condenou a mais de quatro anos de prisão. Por quê? Porque um ministro do Supremo, que também foi um dos cinco que me condenaram, disse que quando Trump o sancionou por violações de direitos humanos, isso foi um ataque contra o Brasil.

Não, não, não. Isso não é um ataque contra o Brasil. Isso é um presidente da democracia número um do mundo dizendo que esse ministro — que, a propósito, se chama Alexandre de Moraes — é o mesmo que baniu o X no Brasil, bloqueou as contas da Starlink, também deteve Jason Miller no aeroporto, e estava emitindo mandados de prisão contra cidadãos americanos que estavam tuitando do território dos Estados Unidos”, diz Eduardo no vídeo publicado em inglês.

Eduardo foi acusado de tentar inviabilizar o julgamento da trama golpista, ocasião em que Jair Bolsonaro, seu pai, foi condenado a 27 anos de prisão. O STF impôs uma pena de quatro anos e dois meses de prisão a Eduardo, em regime inicial semi-aberto, assim como uma multa de 100 salários-mínimos. O colegiado ainda determinou a inelegibilidade imediata do ex-deputado por 8 anos, a partir da data do fim da pena, e declarou a perda de seu cargo público como escrivão da Polícia Federal.

Em seu voto, Moraes defendeu que a Turma afastasse as alegações de imparcialidade na condução do processo, lembrando que o colegiado negou tal alegação quando colocou o ex-deputado no banco dos réus.

Além disso, destacou que o crime sob discussão, de coação no curso do processo, não deve ser confundido com o crime de ameaça a determinado julgador. Segundo ele, não há “confusão entre vítima e julgador” no caso do ex-deputado, uma vez que a vítima da coação no curso do processo é a administração da justiça.


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