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Com a expansão, rede chega a oito unidades de saúde com teleatendimento e reforça estratégia permanente de organização da assistência
A política de modernização da assistência pública no Distrito Federal dá mais um passo com a ampliação da teleconsulta nas unidades de pronto atendimento (UPAs) administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A UPA de Sobradinho iniciou a teleconsulta pediátrica esta semana, enquanto a UPA de Planaltina passa a ofertar atendimento virtual adulto a partir desta quinta-feira (12), elevando para oito o número de unidades com teleatendimento em funcionamento.
A ampliação faz parte do planejamento institucional de expansão do serviço, que está sendo estruturado de forma gradual desde maio de 2025 e que já se consolida como uma estratégia permanente de organização da assistência nas unidades de urgência e emergência.
Desde o início da operação, em 13 de maio de 2025, até 11 de fevereiro deste ano, já foram prestados 15.496 atendimentos por vídeo nas UPAs. Entre os pacientes classificados como baixo risco (verde), mais de 27% optaram pelo atendimento por vídeo. E 85% dos casos foram resolvidos ali mesmo, pela teleconsulta.
No período, o serviço resultou em 9.434 prescrições de medicamentos, 5.112 solicitações de exames laboratoriais e 2.285 exames de imagem solicitados. Os dados reforçam que o modelo não é uma medida temporária, mas uma solução estruturada para garantir eficiência. No dia a dia, nas unidades de saúde, após a triagem presencial e a classificação de risco, os pacientes identificados com pulseiras verdes, que indicam menor gravidade, são direcionados para um consultório equipado para teleconsulta. Lá, um técnico de enfermagem acompanha todo o processo, presta suporte ao paciente, auxilia no manuseio da tecnologia e garante que eventuais dúvidas sejam esclarecidas.
A estreia da teleconsulta pediátrica na UPA de Sobradinho já teve a primeira história registrada. A dona de casa Ana Vitória Martins Maciel procurou a unidade para atendimento do filho, Theo Lucca Martins Medrado, de 5 meses, que apresentava sintomas respiratórios e episódios de vômito.
Inicialmente, a proposta de consulta por vídeo causou estranhamento. “Achei o atendimento diferente, quando me falaram fiquei um pouco sem entender”, relata a mãe. Após a consulta, no entanto, a percepção mudou. “Achei o atendimento rápido e bom. A médica também é muito boa. Ela já tinha consultado o meu filho aqui na UPA quando ele teve bronquiolite no ano passado”. Questionada se compreendeu todas as orientações dadas pela médica durante o atendimento por vídeo, Ana Vitória afirmou que sim.
O relato reforça a confiança no modelo e demonstra que a tecnologia mantém o vínculo assistencial já construído entre profissional e paciente. A chefe do Núcleo de Inovação e Saúde Digital, Amandha Roberta Dias, esclarece que o modelo remoto amplia o acesso ao especialista e fortalece a capacidade de resposta da rede.
“A operação da teleconsulta exige cuidado, atenção e, acima de tudo, compromisso com o paciente. Não se trata apenas de ampliar acesso ou garantir resolutividade, mas de assegurar um atendimento digno, humano e qualificado a cada cidadão que procura o SUS”, destaca.
“Estamos estruturando uma rede mais organizada, mais eficiente e preparada para os períodos de maior demanda, especialmente no atendimento infantil”Juracy Lacerda, secretário de Saúde
A implantação da teleconsulta pediátrica no Recanto das Emas e, agora, em Sobradinho ocorre dentro de um planejamento que vem sendo discutido desde 2025. A estratégia está diretamente relacionada à sazonalidade das doenças respiratórias no DF, que impactam principalmente o público infantil. Historicamente, o aumento dos casos ocorre entre março e julho.
Ao ampliar o atendimento online antes do período mais crítico, o IgesDF se antecipa à alta demanda, garantindo organização, agilidade e segurança assistencial.
Além das duas unidades que já contam com o serviço, futuramente as UPAs de São Sebastião e Ceilândia I, que ofertam atendimento pediátrico, também passarão a contar com a teleconsulta nessa especialidade. A medida também enfrenta um desafio nacional: a escassez de pediatras, realidade que atinge tanto a rede pública quanto a privada.
Para o secretário de Saúde do Distrito Federal, Juracy Lacerda, a ampliação demonstra que a tecnologia está sendo incorporada de forma estratégica à política pública. “Não é uma ação isolada, é parte do planejamento da Saúde do Distrito Federal. Estamos estruturando uma rede mais organizada, mais eficiente e preparada para os períodos de maior demanda, especialmente no atendimento infantil. Antecipar a sazonalidade das doenças respiratórias significa garantir que as famílias encontrem assistência no momento certo, com qualidade e responsabilidade”, afirma.
As UPAs do Gama (3.918 atendimentos), Ceilândia II (3.942) e Vicente Pires (3.711) lideram o volume de teleconsultas até o momento, o que evidencia maior adesão nas regiões de maior fluxo assistencial. Com estrutura já preparada nas 13 UPAs, a previsão é de ampliação contínua do serviço até o fim de março.
O presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, destaca que o avanço é resultado de planejamento operacional e integração entre as unidades: “Essa modalidade de consulta veio para ficar. Estamos falando de um modelo estruturado, com indicadores, monitoramento e expansão gradual. Ao anteciparmos a oferta da teleconsulta pediátrica, mostramos que há planejamento e que o paciente está no centro da nossa estratégia”.
Os resultados confirmam que o método é seguro, eficiente e pode abranger outras áreas de atendimento. A iniciativa contribui para redução da sobrecarga das equipes presenciais, melhor organização do fluxo assistencial e maior resolutividade nos casos de baixa complexidade. Mais do que inovação tecnológica, a teleconsulta consolida um novo modelo de organização da assistência pública no Distrito Federal.
“A tecnologia, nesse contexto, é meio e não é fim”Lilian Santos, gerente de Comando Estratégico
Segundo a gerente de Comando Estratégico do IgesDF, Lilian Santos, o modelo combina planejamento, eficiência e cuidado humanizado para fortalecer o SUS. “A tecnologia, nesse contexto, é meio e não é fim. Ela nos permite ampliar alcance, melhorar fluxos e apoiar a tomada de decisão clínica, mas o centro da estratégia continua sendo o paciente, [além do] compromisso ético com o cuidado”, conclui.
*Com informações do IgesDF

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