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A utilização da proteção, tanto individual quanto coletiva, colaborou para que nenhum acidente grave tenha sido registrado nos quase dois anos de construção Protetor auricular, óculos, máscara, luvas, botas… Não é à toa que nenhum acidente grave foi registrado nos quase dois anos de construção do Túnel de Taguatinga. O uso dos equipamentos de proteção […]
A utilização da proteção, tanto individual quanto coletiva, colaborou para que nenhum acidente grave tenha sido registrado nos quase dois anos de construção
Protetor auricular, óculos, máscara, luvas, botas… Não é à toa que nenhum acidente grave foi registrado nos quase dois anos de construção do Túnel de Taguatinga. O uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs) faz parte da rotina na obra – é vestindo e tirando esses aparatos de segurança que os funcionários começam e terminam o dia de trabalho.

O ritual seguido por Marinaldo Pereira de Souza, 40 anos, é sagrado. Antes de subir em um andaime com mais de dois metros de altura munido de um martelete, ferramenta usada para desgastar as paredes do túnel, o operário veste seis EPIs. O primeiro item é a máscara, importante para evitar que a poeira da obra seja inalada.

“Aí eu coloco o protetor auricular, porque o martelete faz bastante barulho. Em seguida, vem o capacete e os óculos, que me protegem de qualquer pedacinho de concreto que voe na minha direção”, conta Marinaldo. Depois de subir no andaime, é hora de prender o cinto de segurança na estrutura metálica. “O último item que visto é a luva gorila”, diz.
O apelido caiu no gosto dos funcionários do túnel. Tudo por conta da aparência da luva antivibração, usada por quem trabalha com máquinas que trepidam muito. O engenheiro em segurança do trabalho Jefferson Gama explica que o equipamento é essencial para evitar uma enfermidade conhecida por Síndrome de Raynaud.
“Sem as luvas, a forte vibração altera a circulação sanguínea na extremidade dos dedos”, explica Gama. “A pessoa pode sentir dor, há perda de sensibilidade e as pontas ganham uma coloração esbranquiçada. Por isso, essa condição também é conhecida como Síndrome do Dedo Branco.”
Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
Além do modelo antivibração, os funcionários do Túnel de Taguatinga convivem com outros dois tipos de luvas. “A de couro é multiuso e a de látex é usada pelos pedreiros”, aponta Gama. “Temos também dois tipos de botas: a de couro, para ambientes secos, e a de borracha, para pisos molhados.”

Se o uso de EPIs depende da função que cada operário exerce, os equipamentos de proteção coletiva são para todos. É o caso das telas de isolamento, que servem para sinalizar e bloquear o acesso aos vãos na obra. “Estamos tomando todos os cuidados necessários para garantir a segurança dos funcionários”, afirma Gama. “Queremos concluir o túnel sem nenhum incidente grave”, finaliza.

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