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Avanço da aplicação de fármaco da Moderna para variante XBB se dá de maneira descompassada no Brasil; especialistas avaliam que inclusão do imunizante no sistema ocorre de forma atrasada
A esperada chegada de doses de vacina adaptada para a subvariante XBB da ômicron acontece de forma descompassada no Brasil. De acordo com levantamento realizado pelo GLOBO, ao menos quatro capitais ainda não receberam repasses do imunizantes. São eles: Manaus (AM), Teresina (PI), Cuiabá (MT) e Salvador (BA). Algumas capitais, caso de Curitiba, por outro lado, ja aplicam doses desde o meio de maio. São Paulo, por sua vez, começou a aplicar no dia 22 e o Rio, na terça-feira, 28. Ou seja, não há coesão nos calendários.
O desarranjo da atual toada para reforçar a imunização contra Covid-19 ainda se estende para os públicos elegíveis a receber as agulhadas. No Rio, por exemplo, vacinam-se os adultos acima de 85 anos. Em São Paulo (e outros destinos) as aplicações começam acima de 60 anos e se estendem para mais grupos, como os quilombolas e trabalhadores de saúde, por exemplo. Procurado para explicar as razões do programa ocorrer de forma desigual entre localidades, o Ministério da Saúde não respondeu às demandas da reportagem.
A vacina atualizada comprada pelo Ministério da Saúde foi desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Moderna. A produção das doses encaminhadas ao Brasil, explica Thiago Barbosa, diretor de vacinas da Adium, empresa responsável por operar esse imunizante no Brasil, ocorreu em partes dos Estados Unidos e da Europa. A empresa, inclusive, já concluiu toda a entrega prevista no atual contrato emergencial vigente no país, que previa 12,5 milhões de doses (número que representa apenas 19% do público prioritário do país, conforme o próprio Ministério da Saúde).
A empresa, contudo, diz que prepara-se para entrar numa concorrência maior tão logo a pasta da Saúde anuncie o interesse de comprar mais doses de imunizantes atualizados para as cepas mais recentes da Covid-19.
Na avaliação de grandes especialistas em imunização no Brasil, incluir a vacina adaptada no calendário brasileiro nesse cenário em que há grande desigualdade entre as capitais não é uma maneira adequada de se fazer esse trabalho. Há também dúvidas sobre se esse momento seria o mais adequado para iniciar uma aplicação em massa de doses contra o coronavírus.
— Ainda não há vacinas em todos os lugares e isso, de alguma forma, gera confusão na população. É importante a gente entender que a vacina deverá estar disponível todo o ano, aos prioritários — afirma Julio Croda, médico infectologista da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. — A minha recomendação é que a gente, inclusive, olhe com atenção e siga o calendário de vacinação do Hemisfério Norte. Pois ocorrem lá o surgimento de novas variantes que em poucos meses aparecem aqui, sobretudo nos meses de dezembro e janeiro, por conta do amplo fluxo de viagens. Aqui, no Brasil, existia esse plano de vacinar, mais ou menos, na época da influenza que é abril, mas atrasou. Só que nem temos essa circulação ampla de Covid aqui no inverno, ocorre mais no verão.
A infectologista e epidemiologista Luana Araújo diz que a autonomia local em planos de imunização poderia ser um trunfo para aumentar as taxas de adesão em cidades e estados. Pois as gestões locais estariam aptas a utilizar informações particulares daquela população para tornar a vacinação mais aceita. A possibilidade de diversificar, porém, tem se mostrado um problema desde o início da imunização para Covid-19.
— Neste ano, ao invés da gente ter um aproveitamento e uma eficiência melhor, depois desse anos de pandemia em que aprendemos a importância da vacinação, estamos enfrentando problemas básicos — afirma a especialista, que também lamenta que a vacina possa ter uso político diante do calendário eleitoral que se aproxima. — O impacto final disso será uma cobertura vacinal menor.
Alberto Chebabo, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), diz que a estratégia de vacinar apenas uma fração dos prioritários (como ocorre no Brasil neste momento) também não é a forma ideal de se fazer esse trabalho de reforço das aplicações para Covid-19.
— Cada município tem tentado fazer sua estratégia diante do número de doses que recebeu, que é pequena. Até chegar aplicações para todos, veremos essas operações individuais — afirma. — É importante lembrar, contudo, que a definição de quais são os grupos prioritários foi feita pelo Ministério da Saúde. O que estamos vendo agora é somente a priorização de alguns subgrupos diante da pouca quantidade de doses. Na minha opinião essa vacinação está, inclusive, atrasada. Já houve surtos no início do ano e não tínhamos essas doses atualizadas em mãos. Esse fator poderia ter reduzido mortes e internações nessa época.
Na outra ponta, a representante da farmacêutica Moderna diz que não teria problemas em oferecer mais doses para atender o público brasileiro. Planeja, inclusive, uma operação maior em pouco tempo no setor privado.
— O Brasil é uma prioridade. Temos totais condições de atender o Brasil, a depender das condições — afirma Thiago Barbosa, diretor de vacinas da Adium. — Estamos trabalhando para entrar no mercado privado, há uma previsão de que ocorra no segundo semestre.

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