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Após denúncias de fraude, G1 conversou com especialistas para entender o que esperar no dia da vacina – desde uso de luvas pelo profissional até o funcionamento das seringas Após denúncias de fraude na aplicação das vacinas contra a Covid-19 no Brasil, o G1 conversou com especialistas para entender como funciona o passo a passo da vacinação. …
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Após denúncias de fraude, G1 conversou com especialistas para entender o que esperar no dia da vacina – desde uso de luvas pelo profissional até o funcionamento das seringas
Após denúncias de fraude na aplicação das vacinas contra a Covid-19 no Brasil, o G1 conversou com especialistas para entender como funciona o passo a passo da vacinação. Nesta reportagem, você verá as respostas para as seguintes perguntas:
Foto: Gil Cohen-Magen/AFP
Preste atenção ao êmbolo (parte do meio da seringa, que “empurra” o líquido).
A enfermeira epidemiologista Ethel Maciel, que também é professora titular da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), explica o processo. “Quando você administra a vacina, primeiro aspira para ver se não pegou nenhum vaso sanguíneo, para ver se não vem nenhum sangue. Depois você aperta o êmbolo, que é a parte do meio da seringa, para poder administrar o conteúdo”, afirma.
“A recomendação é prestar atenção se foi administrado o conteúdo da seringa que contém a vacina”, aconselha a professora.
O advogado e médico sanitarista Daniel Dourado reforça a recomendação do êmbolo.
“É bem simples olhar e ver se a vacina foi aplicada: ficar atento ao êmbolo”, diz.
Partes da seringa — Foto: Arte/G1
Pode. “O paciente tem direito de ver o que está sendo feito, de ter todas as informações relevantes do procedimento a que está sendo submetido”, diz Daniel Dourado.
“Geralmete o técnico já mostra a validade, a ampola, a marca, o lote, tira a ampola para ver que está tirando da caixa. Em campanha grande acaba não sendo observado”, explica.
Pode, desde que não mostre o profissional de saúde se ele não quiser aparecer. E, claro, desde que o paciente queira ser filmado, explica Daniel Dourado.
“Pode filmar sem mostrar, sem identificar o profissional de saúde. Não tem impedimento, as pessoas podem fazer isso”, afirma.
“A gente não tem autorização a não ser que peça à pessoa se ela se importa de ser filmada. Você pode pedir pra gravar, informa à pessoa que você vai filmar – e que você está filmando só o procedimento, não a pessoa”, explica Ethel Maciel.
Enfermeira retira dose de frasco da vacina da Moderna contra a Covid-19 durante vacinação em Los Angeles, nos Estados Unidos, no dia 10 de fevereiro. — Foto: Frederic J. Brown/AFP
Não.
“Não precisa usar luva. Para esse procedimento da vacina, internacionalmente, não precisa. Você não está trabalhando com nenhuma secreção, só está administrando um imunobiológico”, diz Ethel Maciel.
As máscaras do tipo N95/PFF2 são as usadas para evitar a contaminação pelo coronavírus por meio de aerossóis. Elas já são recomendadas para uso no dia a dia por cidadãos em alguns países europeus, como a Alemanha.
“Quem está administrando, se estiver numa unidade de saúde, um hospital, tem que estar com máscara PFF2 ou N95, que tem uma capacidade de filtragem maior. Então [para] os profissionais de saúde é muito indicado que usem”, afirma Ethel Maciel.
“Em outros países, há indicação para que a gente use também em local sem fluxo de ar, local fechado, principalmente que tem circulação de muitas pessoas doentes. Para quem está recebendo a vacina, o ideal é que vá com a sua máscara, duas máscaras, se puder“, completa.
“Se você for receber a vacina no carro, como alguns idosos, ou num local aberto, essas recomendações podem mudar um pouco, mas, no caso do profissional de saúde, é sempre melhor colocar uma máscara que tenha uma proteção maior”, avalia a professora.
“As recomendações para proteção no nosso país não tiveram nenhuma mudança, como nos EUA, que estão recomendando usar duas máscaras, e como na Europa, que já estão recomendando usar N95 para todo mundo”, diz Ethel Maciel.
“Se o local for fechado, sem circulação de ar, é indicado, sim. Ou o face shield [proteção de acrílico], que tem sido mais utilizado pelos profissionais de saúde. Lembrando que é máscara e o face shield – o face shield não substitui [a máscara], é só uma proteção dos olhos“, lembra Ethel Maciel.
Médica recebe dose da vacina da Johnson contra a Covid-19 de enfermeira em Pretória, na África do Sul, no dia 17 de fevereiro. — Foto: Phill Magakoe / AFP
“Como a injeção é intramuscular, algumas pessoas, na hora de administrar, localizam o músculo. Não é obrigatório, é só uma forma de se certificar que você está pegando a camada muscular da pessoa”, diz a professora da Ufes.
“Principalmente em idosos, às vezes é mais difícil [localizar o músculo], porque, como tem uma perda muscular grande, fica um pouco difícil de a gente localizar. Então não faz parte da técnica, mas não está errado. Você pode fazer como pode não fazer”, acrescenta.
Sim, tanto a seringa como a agulha são descartáveis.
Em cada dose é aplicado 0,5 ml, tanto para a CoronaVac como a Covishield (vacina de Oxford).
Tanto a CoronaVac, envasada pelo Instituto Butantan, como a vacina de Oxford/AstraZeneca, envasada pela Fiocruz, têm dez doses de meio mililitro (0,5 mL) em cada frasco.
Há mais de um tipo. Maciel avalia que as seringas de maior precisão são as melhores para a aplicação da vacina contra a Covid.
“Varia, tem de 1 mL, 2mL, 3 mL. Como essa vacina [da Covid] temos que dar 0,5mL, uma seringa de maior precisão, uma seringa menor, onde tem esses mL bem divididos, é mais fácil para quem está fazendo a aplicação”, afirma.
O “espaço morto” é o espaço na seringa formado pelo “canhão” e pela própria agulha, que pode conter um volume residual da dose e que será descartado.
Em nota técnica do Ministério da Saúde, a pasta explica que os frascos com as vacinas já preveem esse valor extra. “A vacina pode conter volume em excesso, a fim de permitir a retirada e a administração do volume total de doses declaradas”, diz a nota.
Ethel Maciel explica que, por isso, o profissional já costuma aspirar um valor maior que os 0,5 mL necessários.
“Quando você olha a seringa, vê a marcação, precisa puxar 0,5 mL, e geralmente a gente puxa um pouquinho a mais, porque tem esse espaço, da agulha, do ar, sempre fica um pouquinho de dose ali. O que você tem que garantir é aplicar o 0,5 mL da dose”, afirma.
Fonte: Por Lara Pinheiro e Paula Paiva Paulo, G1
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