
Hemocentro de Brasília registra mais de 57 mil doações de sangue em 2025
Atuação da instituição garantiu mais de 82 mil transfusões de sangue na rede pública de saúde do Distrito Federal

Saúde alerta sobre riscos da doença; há postos de vacina em todas as regiões do DF Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF No Dia Mundial contra a Raiva, instituído como 28 de setembro, o DF reforça a conscientização sobre o combate à doença, cujo vírus, que pode ser transmitido para humanos por meio de mordidas, arranhões e …
Continue reading “Vacinação de cães e gatos é prevenção fundamental contra a raiva”
Saúde alerta sobre riscos da doença; há postos de vacina em todas as regiões do DF
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/K/1/E3VuamQ2u6lPYuiKb6Vw/foto-breno-esaki-agencia-saude.jpg)
Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF
No Dia Mundial contra a Raiva, instituído como 28 de setembro, o DF reforça a conscientização sobre o combate à doença, cujo vírus, que pode ser transmitido para humanos por meio de mordidas, arranhões e lambidas, tem letalidade de quase 100%. Até o dia 30, o DF está em campanha pela vacinação antirrábica.
Desde maio, além de oferecer a imunização em postos fixos em dias úteis, a Secretaria de Saúde do DF (SES) tem levado o serviço a locais públicos aos sábados, para aumentar a comodidade e a adesão dos tutores de animais.

“Se a pessoa for mordida, é necessário que lave o ferimento com água e sabão e procure imediatamente os serviços de saúde, porque não existe um tratamento, mas um protocolo de pós-exposição”Isaías Chianca, gerente de Zoonoses da Secretaria de Saúde do DF
Há quatro meses, ao sair da casa de uma amiga, o jornalista Helder Felipe Souza Ferreira, 28, foi seguido por dois cachorros na rua e mordido por um deles. Imediatamente, ele procurou um atendimento médico. “Fui orientado a tomar a vacina [antirrábica humana] em uma unidade básica de saúde [UBS]”, lembra.
Sabendo dos riscos de contrair a doença, ele seguiu todas as recomendações. “Foi meio desesperador, porque me contaram que é muito perigoso mesmo, mas deu tudo certo”, explica. Helder recebeu orientações sobre o protocolo da profilaxia pós-exposição. Após ser avaliado por profissionais da saúde, tomou quatro doses da vacina antirrábica em datas diferentes. Como foi mordido por um animal de rua, não era possível saber se o cachorro havia sido exposto ao vírus da raiva.
“Se a pessoa for mordida, é necessário que lave o ferimento com água e sabão e procure imediatamente os serviços de saúde, porque não existe um tratamento, mas um protocolo de pós-exposição”, reforça o gerente de Vigilância Ambiental de Zoonoses, Isaías Chianca. “Quando o animal é conhecido, não há necessidade de fazer a aplicação da vacina, pois você já sabe se ele está vacinado.”
Por isso, a SES ressalta que é importante evitar o contato com animais de rua e com os silvestres, como macacos e morcegos, que são os principais causadores de acidentes.
Vacinar os cães e gatos é a medida mais importante para evitar a contaminação de seres humanos com o vírus da raiva. “Embora a gente tenha eliminado as variantes do vírus mais comuns nos cães e gatos, existe o risco deles se contaminarem ao morderem um morcego”, exemplifica o gerente de Zoonose.
14.438Número de casos de atendimento antirrábico notificados no DF em 2022
Até o momento, a campanha no DF soma mais de 121 mil cães e gatos vacinados. Um dos animais que está protegido graças à iniciativa é a vira-lata Mia. A cadela foi levada por sua tutora, Nidia Serafini, para ser vacinada logo no início da campanha, em maio.
“A campanha é muito importante para um maior alcance, porque, assim, mais pessoas podem ter acesso à vacinação; se não tivesse a campanha do GDF, acho que muitos deixariam de vacinar os cachorros e os gatos por causa do custo”, afirma.
A doença é caracterizada por sintomas neurológicos em animais e seres humanos. O vírus multiplica-se no local da lesão, migra para o sistema nervoso e, a partir daí, para diferentes órgãos, gerando uma encefalite aguda capaz de levar as vítimas ao óbito em praticamente todos os casos.
Em nível global, estima-se que, a cada ano, cerca 60 mil pessoas, das quais 40% são crianças, morram devido à infecção causada pelo vírus da raiva. A eliminação da raiva humana é possível, mas, para isso, é necessário manter os gatos e cachorros domésticos vacinados, além de evitar o contato com animais silvestres.
No Distrito Federal, de acordo com dados da SES, foram notificados 14.438 casos de atendimento antirrábico humano em 2022, sendo a maioria das agressões causadas por cães (74,4%) e gatos (18,9%). Já entre os animais silvestres, Já entre os animais silvestres, o morcego foi o principal agente causador dos acidentes.
Até a primeira semana deste mês, foram notificados 9.935 casos de atendimento antirrábico. Desse total, 6.883 das agressões foram causadas por cães e 1.758 por gatos. Esses dados reforçam a importância de manter a vacinação anual dos animais para o controle da raiva no ciclo urbano e, consequentemente, a prevenção da raiva humana.
Instituído pela Aliança Global para o Controle da Raiva (Garc) e reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Dia Mundial contra a Raiva evidencia a necessidade de uma abordagem multidisciplinar com a intervenção e colaboração de equipes profissionais dos setores da saúde humana, animal e ambiental.
O site da Secretaria de Saúde possui informações sobre a raiva e sobre o protocolo pós-exposição. Acesse também a lista com todos os postos de vacinação para cães e gatos e os horários de funcionamento.
*Com informações da Secretaria de Saúde

Atuação da instituição garantiu mais de 82 mil transfusões de sangue na rede pública de saúde do Distrito Federal

Datas foram publicadas no Diário Oficial do DF desta quarta-feira (31)

Confira o cardápio especial de 1º de janeiro de 2026 nos equipamentos que oferecem café da manhã, almoço e jantar

Entre 2019 e 2025, governo instalou 689 papa-lixos e 15 papa-entulhos em diversas regiões administrativas
