Varejo do DF acumula crescimento de 7,6% em 2026, aponta IBGE
19 de outubro, 2026
| Por: Redação
O comércio varejista do DF acumula crescimento de 7,6% no volume de vendas entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado
Somente em agosto, o setor avançou 1,2% em relação a julho, interrompendo dois meses consecutivos de queda. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 15 de outubro.
O desempenho mensal do varejo brasiliense superou a média nacional, que registrou crescimento de 0,1% no mesmo período. Na comparação com agosto de 2025, as vendas no Distrito Federal também avançaram 7,6%.
O resultado reforça a trajetória positiva do comércio local ao longo do ano. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento das vendas chegou a 6,4%, indicando a manutenção do ritmo de expansão do setor.
Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, os indicadores demonstram a capacidade de recuperação do comércio brasiliense e fortalecem as expectativas para o fim do ano.
“O crescimento das vendas, acima da média nacional, mostra a força do comércio do Distrito Federal. Esse desempenho é importante porque chegamos aos últimos meses do ano com perspectivas positivas, especialmente para a Black Friday e o Natal, que movimentam o consumo e geram oportunidades de emprego. Apesar dos desafios relacionados ao endividamento das famílias e ao custo do crédito, seguimos confiantes no potencial do nosso comércio”, destaca.
Desempenho dos segmentos
No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, material de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo, as vendas cresceram 1,2% em agosto, frente a julho. Na comparação com agosto de 2025, a alta foi de 8,4%.
A receita nominal do varejo também apresentou resultados positivos, com crescimento de 1,4% em relação a julho e de 11,2% na comparação com agosto do ano passado.
Entre as oito atividades pesquisadas pelo IBGE no Distrito Federal, cinco registraram crescimento nas vendas em relação a agosto de 2025. O maior avanço ocorreu no segmento de artigos de uso pessoal e doméstico (23,5%), seguido por supermercados e produtos alimentícios (10,2%), artigos farmacêuticos e de perfumaria (6,8%), livros e papelaria (6,4%) e móveis e eletrodomésticos (3,5%).
Por outro lado, três segmentos apresentaram retração no período: tecidos, vestuário e calçados (-5,2%), equipamentos de informática e comunicação (-1,3%) e combustíveis e lubrificantes (-0,1%). Apesar das quedas pontuais, o resultado geral confirma o desempenho positivo do varejo brasiliense em 2026.